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Em seu estado de sono, Jayla gemeu e murmurou palavras que mesmo se alguém chegasse perto não conseguiria entender o que dizia. Ela sentiu um gosto de lixa na língua e sentiu seus ossos estalares, os esparmos em suas mãos cada vez mais notável. Ela sentiu cada vida tirada naquela noite, a gosma do sangue grudado à sua mão, e isso a afligiu, o conteúdo sendo novamente mostrado diante dela. O sangue, coagulado, os olhos sem vida - o que fez ela gemer e murmurar algo inaudível -, o cheiro da carne podre e o sangue preto escorrendo por sua mãos.
Ela sentiu a satisfação doentia que sentiu naquela noite.
Em seu lugar, ela deu um sobressalto, ganhando a atenção de uma figura ruiva sentada na cadeira próximo a cama. Seu peito subia e descia, ao mesmo tempo que os flashback da noite anterior inaudíveis invadiam sua mente. Ela se arrependeu amargamente de sentir o gosto de tinta na ponta da língua – tão nojento e doentio –, e soltou lufadas de ar em busca de uma respiração calma e equilibrada.
"Ei, você... você acordou." Max se aproximou, tocando sua mão, mas Jayla afastou sua mão como se tivesse sido queimada. Max franziu a testa, observando sua namorada saltar os olhos para o lado, assustada e desorientada. "Jayla... ei, sou eu. Está tudo bem. Você está segura."
Jayla piscou, virando o rosto para Max, seus olhos arregalados e angustiados, a respiração cortante. Em momento como aqueles, costumava olhar para o lado de sua cama e ver se Max estava lá, só precisando disso para que se sentisse segura. Ela se sentou direitamente na cama e segurou a parte de trás de seu crânio enquanto a outra mão se apoiava ao lado do seu corpo.
Max, por outro lado, se conteve em segurar sua mão, analisando o estado em que sua namorada se encontrava. A Harrington soltou o ar preso, seus olhos viajando para em volta, confusa e desorientada, e finalmente percebeu que estava no quarto de Eleven, o cheiro familiar de madeira molhada conseguindo acalmar um pouco dos seus nervos.