Capitulo Três

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Sina

          NA CASA DE TAYLOR, A PORTA DA FRENTE QUASE NUNCA ESTAVA trancada. A escada que levava até ela era tão familiar como a da minha própria residência. Belly apertou meu ombro e foi na frente.

Entramos e fomos direto para o quarto dela.

Taylor estava deitada de barriga para baixo, folheando revistas de fofoca. Assim que nos viu, sentou-se, olhou pra mim e perguntou:

– Você é masoquista ou o quê?

Atirei a mochila no chão e me sentei no chão. Belly ligou para ela no caminho. Contou tudo a ela. Na hora fiquei brava e lhe dei um tapa no braço mas não tinha mais o que fazer.

– Por que você está indo atrás dele? — insistiu. — Esse cara não é mais seu namorado.

– Isso é algo que não foi devidamente discutido — falei, mas eu não estava enganando ninguém. Até porque eu sabia bem que tinha acabado.

– Vou fingir que não ouvi isso.

Ela folheou uma revista e a passou pra mim.

– De uma olhada. Você ficaria ótima nesse biquíni.

– Jeremiah vai chegar daqui a pouco — afirmei, empurrando a revista de lado. Não estava com cabeça pra isso.

Me joguei pra trás e olhei pro teto.

– Você não deveria correr atrás dele toda vez. Você vai estar sempre à disposição? Esperando sempre que ele quiser? Sina!

– Não! Mas Conrad está com algum problema. Precisa dos amigos, agora mais do que nunca — falei, me sentando e suspirei. — Não importa se não estamos mais juntos ou se brigamos, sempre seremos amigos.

Ela revirou os olhos.

– Que seja. O único motivo pelo qual estou concordando com isso é para você colocar um ponto final nessa história toda.

– Um ponto final? — Belly perguntou, parecendo tão confusa quanto eu.

– É. Eu já percebi que é o único jeito. Você precisa ficar frente a frente com o Conrad e dizer a ele que pra você acabou. E só assim vai deixar esse bundão pra trás.

– Taylor, eu também não sou inocente nessa história — suspirei. — Disse coisas horríveis a ele.

– Que seja. O que quero dizer é que você precisa seguir em frente. Ir atrás de quem vale a pena. — Ela olhou para mim. — Amiga, você se isolou e chorou por tanto tempo que mal vimos você!

– Taylor... — tentei. Mas desisti. — Obrigada por concordar que a gente deixe o carro aqui. Se minha mãe ligar...

– Por favor, Sina. Vê se me respeita. Ao contrário de vocês duas, eu sou a rainha de mentir para os pais. — Ela franziu o nariz. — Vocês vão estar de volta a tempo para amanhã à noite, né? Nós todos vamos sair no barco dos pais do Davis, lembram? Vocês prometeram.

Deixei Belly responder e voltei a deitar. Eu provavelmente daria um desculpa para não ir, eu realmente não queria. Talvez eu possa dizer que o encontro com Conrad me abalou muito para fazer qualquer coisa.

Meu celular começou a tocar e eu o atendi na hora.

– Oi. Onde você está?

– Estou bem perto. A mais ou menos uma hora daí. Vocês estão na casa da Taylor?

– Estamos. Precisa do endereço de novo?

– Não, pode deixar.

Ele fez uma pausa e, por um instante, achei que já tivesse desligado. Então completou:

MEMORIES | CONRAD FISHERHistórias para pegar e não largar. Descubra agora