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Sina
ANTES DE VOLTARMOS PARA O CARRO, PEGUEI OS LIVROS, OS cadernos e o notebook de Conrad e enfiei o máximo de coisas que consegui na mochila da North Face que encontrei no armário dele.
– Assim ele vai poder estudar para as provas da metade do semestre na segunda – falei, entregando o computador a Jeremiah.
Ele retrucou, sorrindo daquele jeito que só ele fazia:
– Gosto do seu jeito de pensar, Sina Conklin.
No caminho, paramos no quarto de Ari, o supervisor do alojamento. A porta estava aberta, e ele estava sentado diante da escrivaninha. Jeremiah enfiou a cabeça e disse:
– Oi, Ari. Sou o irmão de Conrad, Jeremiah. Nós o encontramos. Obrigado pela dica, cara.
Ari abriu um sorriso.
– Sem problemas.
Eu dei um sorriso pequeno, Jeremiah fazia amigos aonde quer que fosse. Todo mundo queria ser amigo dele.
Pegamos a estrada. Fomos direto para Cousins, a parada final. Seguimos com as janelas abertas e o rádio ligado.
Não abri a boca durante todo o trajeto, e eles não conversaram muito. Eu não conseguia parar de pensar em como senti saudades daquilo, e em como seria estranho entrar na casa de praia sem ser recebida por Susannah.
☆☆☆
Foi, sem dúvidas, uma das melhores noites da minha vida, junto com a virada de ano na Disney.
Não reconheci a voz dele quando ele ligou, em parte porque eu não estava esperando e em parte porque eu ainda estava meio dormindo.
– Estou no carro, a caminho da sua casa. Podemos nos ver? – perguntou.
Era meia-noite e meia. Boston ficava cinco horas e meia de distância. Ele tinha dirigido a noite inteira. Porque queria me ver.
Pedi a ele que estacionasse no fim da rua, dizendo que o encontraria na esquina depois que minha mãe fosse dormir. Ele disse que ia esperar.
No escuro, coloquei o cachecol de Belly. Então fechei a porta do quarto e fui pisando na ponta dos pés pelo corredor, Steven e Belly não estavam em casa, para a minha sorte.
Desci a escada lentamente. A grama quebrava sob a sola dos meus tênis. Eu tinha esquecido de vestir um casaco.
O carro de Conrad estava na esquina, bem onde eu achei que estaria. Estava todo apagado, e abri a porta só lado do passageiro como se já tivesse feito aquilo milhões de vezes. Mas não tinha.
Enfiei a cabeça para dentro, mas não entrei. Queria olhar pra ele primeiro. Era inverno, e ele vestia uma camisa de flanela cinza. O rosto estava rosado por causa do frio; o bronzeado já tinha desbotado, mas ele parecia o mesmo de sempre.
– Oi – disse, entrando no carro.
– Você está sem casaco – observou ele. Me segurei para não revirar os olhos.
– Não está tão frio assim – respondi, embora estivesse, e apesar de eu estar tremendo ao dizer isso.
– Toma – ofereceu ele, tirando a camisa de flanela e me entregando.
Vesti a camisa. Estava quente e não cheirava a cigarro. Tinha o cheiro dele. Então Conrad havia parado de fumar, afinal. Pensar nisso me fez sorrir.
Ele deu partida no motor.
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MEMORIES | CONRAD FISHER
RomanceCONCLUIDA ✔️ / EM REVISÃO MEMORIES | Sina sempre passou as férias em Cousins Beach, mas, após uma briga feia com Conrad, tudo mudou. Esse será o verão mais difícil de sua vida, o primeiro em que ela ficará em casa, sem a compainha de Susannah e sem...
