Capitulo Treze

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Sina

ERA DIA DOS NAMORADOS. NÓS AINDA ESTÁVAMOS JUNTOS. A data havia caído em uma quinta-feira, e Conrad tinha aula até às sete às quintas, por isso eu sabia que não sairíamos juntos nem nada. Havíamos conversado sobre fazer alguma coisa no sábado, talvez assistir a um filme, mas nenhum dos dois mencionou o Dia dos Namorados. Elw simplesmente não era o tipo de cara que dava flores e bombons em forma de coração. Sem problema. Eu também nunca sido o tipo de garota que esperava receber isso.

Na escola, o clube de teatro distribuiu rosas durante o quarto tempo. As pessoas haviam comprado as flores desde o início da semana na hora do almoço e poderiam mandá-las para quem quisessem.

Eu estava no meu quarto naquela noite, fazendo o dever de casa, quando recebi uma mensagem de texto de Conrad que dizia: olhe pela janela. Fui olhar, achando que talvez houvesse uma chuva de meteoros aquela noite. Ele sabia tudo sobre esse tipo de coisa.

Mas o que vi foi Conrad, acenando pra mim, sentado em uma manta xadrez no jardim da minha casa. Não conseguia acreditar. Abri a boca chocada e em seguida sorri feito uma idiota. Calcei meu tênis, vesti meu moletom preferido por cima do pijama e desci a escada tão rápido que tropecei no fim dela e precisei me segurar para não cair. Saí de casa em disparada e me joguei em seus braços.

- Não acredito que você está aqui!

Ele sorria também, o que fez meu sorriso aumentar.

- Vim logo depois da aula. Está surpresa?

- Muito surpresa. Achei que você nem soubesse que era Dia dos Namorados.

- Vem - disse, rindo, e me guiou pelos ombros até a manta.

Havia uma garrafa térmica e uma caixa de bolinhos recheados nos esperando.

- Deite-se - pediu Conrad, esticando as pernas em cima da manta. - É noite de lua cheia.

Eu me deitei ao lado dele e fiquei observando o céu. Estremeci. Não porque estava com frio, mas porque estava feliz.

Ele me cobriu com a ponta da manta.

- Está com muito frio? - perguntou, parecendo preocupado.

Balancei a cabeça.

Conrad abriu a garrafa térmica e serviu o conteúdo na tampa. Então, passou para mim e disse:

- Não está tão quente, mas talvez ajude.

Eu me apoiei nos cotovelos e tomei um gole. Era chocolate. Morno.

- Está frio? - insistiu ele.

- Não, está bom.

Então, nos deitamos de costas de novo e ficamos olhando juntos para o céu. Eram tantas estrelas... Estava um frio congelante, mas não me importei. Conrad pegou minha mão e usou-a para apontar as constelações e lugar os pontos. Ele me contou as histórias por trás do cinturão de Órion e de Cassiopeia. Eu amava essas histórias, e amava ouvir Conrad falar.

- Quer entrar? - perguntou Conrad, algum tempo depois, aquecendo minha mão na dele.

- Me recuso a entrar até ver uma estrela cadente - respondi, sorrindo feito uma criança.

Eu me aconcheguei mais perto dele.

- Talvez a gente não veja nenhuma.

- Tudo bem. Só quero tentar.

- Você sabia que os astrônomos chamam as estrelas cadentes de poeira interplanetária? - perguntou, sorrindo.

- Poeria interplanetária - repeti, gostando da sensação das palavras na boca. - Parece o nome de uma banda.

Conrad soprou ar quente na minha mão e enfiou-a no bolso do casaco dele.

- Parece mesmo.

- Essa noite... O céu desse jeito é... - Procurei a palavra certa para descrever como aquela noite me fazia sentir, como era lindo. - Estar deitada aqui, olhando as estrelas desse jeito, me dá a sensação de estar deitada em uma planeta. É tão enorme. Tão infinito.

- Eu sabia que você ia entender - disse Conrad.

Sorri mais ainda. O rosto dele estava perto do meu, e eu podia sentir o calor do seu corpo. Se eu virasse a cabeça, nos beijariamos. Mas não fiz isso. Estar tão perto dele já era o bastante.

- Às vezes acho que nunca vou confiar em outra garota como confio em você - disse Conrad.

Olhei para ele, surpresa. Ele não estava olhando para mim; ainda fitava o céu, concentrado.

Não chegamos a ver nenhuma estrela cadente, mas não me importei nem um pouco. Antes de nos despedirmos, falei:

- Esse foi um dos momentos mais incríveis da minha vida.

- Da minha também - disse Conrad.

Conrad não me deu flores ou chocolates. Ele me deu a lua e as estrelas. O infinito.
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Advinha quem passou a noite revisando os capítulos recém-postados? Estou exausta e nem sei se consegui consertar todos os erros. Provavelmente vou demorar anos para conseguir regular meu sono depois dessas noites. Mas confesso que valeu a pena.

Animados para o fim? Porque eu estou morrendo.

Esse capítulo me fez ter uma crise de choros, me senti sozinha e solteira. Eu sei que ele está curto mas é porque estamos perto do fim e tbm porque eu queria colocar uma lembrança da época que eles namoravam antes da morte da Susannah é tals. pra vcs terem noção, ele tem menos de 800 palavras, e normalmente eu posto com mais de 1500, as vezes menos mas é bem difícil.

Enfim, amo vcs❤

MEMORIES | CONRAD FISHERHistórias para pegar e não largar. Descubra agora