seis.

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April | 24th | 2022
Canadá - toronto, Yorkville
11:20 PM - supermarket YV

O letreiro brilhante da faixa de entrada do supermercado 24h iluminava grande parte da rua ainda molhada. A porta automática, que já não abria por uns minutos, abriu ao pesarmos no tapete extenso da entrada. Por conta do horário, o mercado estava calmo, a música da rádio frequente tocava e algumas pessoas com carrinhos passavam sozinhas ou acompanhadas. Os caixas estavam, em sua maioria, livres ou com poucas pessoas, e o ar-condicionado esfriava o que já não estava quente. Andamos pelo estabelecimento enorme e super claro, com luzes fortes e muitos corredores, passando pelo corredor de massas até o de besteiras e guloseimas.

‐ O que vamos fazer depois daqui, Liz? ‐ Louis pergunta ao passar em minha frente e chegarmos na área dos salgadinhos. Passo o olhar pelas opções e olho o mais alto ao meu lado.

- Você deve ter algum videogame, certo? - pego um salgadinho de queijo ao meu alcance e volto a atenção nele, cujo segurava um doritos enorme e escolhia outro de cebola.

- Tenho sim, por que o interesse? - andamos para outra parte do corredor onde havia doces de várias formas, tamanhos e gostos. Meus olhos brilharam ao ver tamanha opção.

- Como prêmio da aposta, quero jogar videogame - escolho dois pacotes de gomas coloridas e ácidas, e por último marshmallows rosa.

Louis segura um pacote de chiclete de gostos esquisitos e surpresa, sua sobrancelha arquea e ele sorri convencido.

- Quer jogar videogame? - dou de ombros e sorrio fraco, começando a andar com ele para o corredor de geladeiras e freezers.

- Está tarde e acho que não tem nada pra fazer de diferente, jogar seria uma boa - olhei pela porta de vidro e observei sorvetes de potes pequenos e seus sabores. Passo o dedo pelo vidro e "por cima" das opções.

- Então jogaremos - a porta foi aberta por Louis, fazendo poucas veias definirem sua mão e braço direito. Observei brevemente sua mão e logo o sorvete de morango com pedaços da fruta, o que dizia a embalagem - na minha casa ou na sua?

- Pode ser na sua, não trouxe chaves - dou de ombro novamente, e Louis assente. A porta do freezer fechou e uma leve brisa gelada passou por meu rosto.

Caminhamos mais um pouco pelo corredor frio e iluminado, olhei as bebidas a procura de algum energético ou suco de garrafinha. Parei em um dos freezers e escolhi mentalmente uma latinha de energético sabor uva, meu favorito. O peguei, fechei a porta e andei até Louis, que ainda olhava os sorvetes diversos. Agora vejo uma latinha de energético puro em seus braços.

- Quer mais alguma coisa? - pergunto o fazendo sair de seus pensamentos por cima dos potes de sorvetes. Ele me olha e sorri.

- Acho que não, vamos pagar - sigo ele pelo corredor maior que ligava todos os corredores e dava acesso aos caixas.

Passamos por algumas ilhas de produtos em promoção, eletrônicos e área de brinquedos. Perto dos caixas, percebemos que a fila havia aumentado de maneira rápida, mas mesmo assim fomos os últimos, ninguém tomou o lugar atrás de nós. A fila se estendia por pequenas estantes com produtos à mostra, doces, revistas, pilhas e...

- Quando eu era criança, sempre achei que esses pacotinhos eram doces - apontei para o fim da estante, onde havia muitos pacotinhos coloridos pendurados, de vários jeitos diferentes, eram preservativos. Louis desce o olhar para onde apontei, desce até a altura dos pacotes, agachando e apoiando o peso nos calcanhares.

- Só se for pra comer o doce dos outros... - seguro para não rir alto e solto um tapa em sua cabeça, apertando os lábios e vendo Louis segurar para não rir junto. Uma de suas mãos passou pelos pacotes, parando em um e lendo a embalagem - wow, esse aqui brilha no escuro, vamos comprar!

entre docinhos e beijinhos; Partridge Histórias para pegar e não largar. Descubra agora