catorce

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April | 25th | 2022
Canadá - toronto, Yorkville
02:00 PM - Monroe's house

Me sento no banco de madeira que tínhamos na varanda, passo a coberta quentinha por cima das minhas pernas e nas de Louis, assim nos esquentando melhor.

- Seu pai é muito engraçado, preciso almoçar mais vezes aqui - puxo minhas pernas para o banco e ouço Louis elogiar meus pais - e sua mãe é muito legal, eu poderia facilmente passar vários dias aqui.

O olho e imagino nossos almoços divertidos virarem rotina, o quanto o faria feliz ter esses momentos em que nem a própria família proporciona.

- Que bom que gosta deles, pode passar aqui quando quiser - ele alarga o sorriso e tombo a cabeça ao lado.

- Vou passar aqui sempre, seus pais me chamaram pra almoçar aqui na sexta - reviro os olhos e dou um meio sorriso pelo convite que o deram.

- Vai se acostumando, parece que eles gostam de ter você comigo - apoio a cabeça na parede atrás no banco.

- Afe, chatinha - empurro seu braço após seu comentário - ei, seus pais não querem que você me bata.

- Menino insuportável, nossa - rimos juntos e posso ouvir a respiração dele pesar - amanhã temos escola...

- Infelizmente... quer fugir pra hogwarts? - o olho animada e afirmo várias vezes com a cabeça.

- Sim, mil vezes sim! - me animo e acabo por sentar em cima dos calcanhares e me virar a Louis - porém, lá também é escola, tá afim de estudar?

- Em hogwarts? Óbvio - seu sorriso cativante que tanto observei desde a festa aparece novamente - agora, falando a real, não queria ir pra casa, nem pra escola.

- Não quero que vá embora também, não quer ficar mais? - relaxo minha postura da coluna e a entorto um pouco.

‐ Adoraria, mas temos que voltar pra casa em algum momento, não? - seu sorriso agora é menor, passando só pela metade da boca.

- Sim... - entristeço um pouco e lembro de meu aparelho eletrônico no bolso da calça jeans.

Enfio a mão nas cobertas e tiro o celular do bolso, desbloqueio a tela e entro nos contatos, clicando em "criar contato" e entregando meu celular a Louis.

‐ Coloca seu número, quero te irritar sempre que der vontade - ele digita seu número e me devolve o aparelho, sorrimos novamente - obrigada!

- Nada, me chama depois, tá bom? - afirmo e me sento na posição inicial, com pernas de borboleta e melhor coberta.

O frio já era costume entre nós, mas ainda não deixava de me irritar ter que passar frio seja onde for. A grama verdinha estava molhada devido a forte chuva que tivemos, e podia prever neve essa semana.

- Vi que também tem uma piscina nos fundos, quando vai me chamar pra nadar pelado aqui? - o olho e seguro uma gargalhada alta que ameaçou me explodir.

- Pelado nesse frio do caramba? É pedir pra morrer - Louis ajeita seu penteado perfeito e dá de ombros.

- Se preferir, eu nado pelado no verão, aí você nada junto também - aquele sorriso atrevido que me assombrava nessas poucas horas.

- Já te falei que você é maluco demais? - aponto a ele e aperto minimamente os olhos.

- Eu sei, e você vai ser maluca comigo - seu dedo indicador pressiona a ponta de meu nariz - começando pela piscina.

- Vai sonhando, vai - dou risada de seus planos estranhos e aperto seu nariz também.

- Sonhar é o primeiro passo para conquistar - reviro os olhos novamente e nego com a cabeça.

entre docinhos e beijinhos; Partridge Histórias para pegar e não largar. Descubra agora