Parte 15

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Pov. Porschay

Fazer aquela tatuagem doeu pra caralho, mas, a recompensa... Ah... A recompensa valeu totalmente a pena. Kim amou o seu presente de aniversário adiantado e eu amei mais ainda porque fiquei totalmente satisfeito. Sem conseguir levantar por um dia inteiro, mas satisfeito.

Na verdade, foi até fofo tê-lo cuidando de mim nos dias seguintes como se eu fosse algo realmente precioso e frágil. Mesmo que eu não fosse. Não mais. Eu havia aprendido a minha lição depois de tudo o que aconteceu. O que não necessariamente me impedia de ser fofo e amável com meu namorado. Principalmente hoje, que era seu aniversário.

E eu tinha planos.

Pra começar, eu dispensei a cozinheira e acordei mais cedo para eu mesmo preparar o café da manhã para ele. Ou melhor, para tentar fazer alguma coisa porque eu sei que não era muito bom na cozinha, mas também não era terrível. A pior parte era sempre a fritura, então, naturalmente, eu fiquei com medo daqueles ovos, mas, ao menos eles não queimaram.

Deixei tudo pronto na mesa e subi de volta para o nosso quarto.

Kim já estava acordado, mas ainda deitado e com o lençol cobrindo seu corpo apenas da cintura para baixo. Subi na cama e me deitei no seu peito

- Bom dia, Kim.

- Bom dia, meu amor. Porque você acordou tão cedo?

- É seu aniversário. Levanta, tenho uma surpresa pra você.

Me afastei dele e tentei sair da cama, mas Kim me puxou deitado novamente e se pôs encima de mim.

- O que está fazendo?

- Você mesmo disse. É meu aniversário e eu quero o meu presente.

- Mas eu já te dei o seu presente.

- Eu quero mais presentes.

Kim baixou seu rosto e eu pensei que fosse me beijar, mas passou direito para o meu pescoço e eu senti sua boca beijando a minha pele pouco antes de ele chupar com força o suficiente para deixar marcado ali. Depois que ele conseguiu arrancar um gemido de mim, Kim finalmente veio me beijar, ao mesmo tempo que a sua mão subiu a minha camisa e começou a abrir a minha calça.

Foi quando eu saí daquele beijo e o segurei pelos ombros, o afastando de mim.

- Pare, Kim.. - mas ele não me ouviu e voltou a atacar o meu pescoço. - Agora não.. Levante-se, sim? Vamos descer ou o café da manhã vai esfriar.

- Porque você está fugindo de transar comigo? Ainda está sentindo alguma dor? Já faz uns dias, pensei que estaria melhor.

- Não estou sentindo mais nada.

- Então pronto.

- Pronto nada. Eu me matei pra fazer café pra você, então ele não será jogado fora.

- Espera. Você cozinhou?

- Sim. Fiz seu café da manhã.

- Estou com menos vontade de sair dessa cama agora.

E o estúpido jogou todo o seu peso encima de mim de novo. Mas eu não era um fraco mais. Porsche e Vegas me ensinaram muitos golpes legais e um deles era ótimo para imobilizar Kim quando ele começava a agir como se eu fosse um garotinho despreparado que não agiria contra ele. Assim, naturalmente, ele sempre ficava surpreso quando eu conseguia tirá-lo de cima de mim e sentar encima dele com as suas mãos presas acima da sua cabeça. Mesmo que, a essa altura, ele já devesse estar acostumado já que acontecia dia sim e dia também.

- Porschay!

- Nós vamos descer e eu vou cantar parabéns pra você. Depois nós vamos tomar o café da manhã que eu não preparei a toa. E então nós vamos para a sala de música e eu vou mostrar a música que fiz pra você. E só depois disso que você vai me comer encima daquele piano. Você entendeu?

KimChay e a Saga do PãoOnde histórias criam vida. Descubra agora