O que você faria se descobrisse que é uma Princesa Perdida? Princesa de um reino completamente diferente dos contos de fadas, onde vampiros e outros seres são obrigados a viverem juntos lado a lado em uma constante rivalidade.
Olivia Reyes se mudou...
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Esmeralda e eu ficamos paradas no convés por alguns segundos, até que comecei a andar em direção da porta e ela me seguiu.
Desta vez, era necessário muito mais cuidado do que antes. Afinal, estávamos invisíveis, se esbarrassemos em alguma coisa ou em alguém, seríamos descobertas e nosso plano estaria arruinado.
Entramos no navio, seguimos pelo corredor e depois descemos as escadas que nos levariam para o porão. O Navio continuava igualmente vazio e silencioso, onde quer que os Guerreiros do Rei William estivessem, não estavam desse lado do navio. Talvez aquela porta ao lado direito... talvez eles estivessem lá.
Bom, não iria pensar muito nisso. Não havíamos esbarrado em ninguém durante o caminho, e isso era um bom sinal. Mas precisávamos sair logo, os três navios estavam chegando, e eu tinha a impressão de que esse lugar ficaria agitado quando eles chegassem.
Esmeralda fechou a porta atrás de mim, logo depois começou a descer as escadas lentamente. Não sabia se o porão estava vazio, então iríamos analisar tudo antes de aparecermos para Alex.
Eu e minha amiga trocamos olhares rápidos, nos mantendo em silêncio quando terminamos de descer as escadas.
Alex ainda estava onde eu o vi na última vez, mas agora, ele estava com a cabeça baixa e com os olhos fechados. Ele estava exausto, não conseguia imaginar o quanto seus braços deviam estar doendo. Engolindo em seco, Esmeralda e eu olhamos em volta.
Estava vazio. Nenhum sinal de Tamara, algum guarda ou até mesmo o Rei William. Olhei para Esmeralda e assenti, ela entendeu como um sinal, e então, com apenas um gesto de suas mãos, nós estávamos visíveis novamente.
Me aproximei rapidamente de meu irmão, o hematoma em seu rosto parecia ainda mais roxo do que antes. Segurei o rosto de Alex com as duas mãos, o erguendo em minha direção.
— Alex. — Chamei, minha voz soando baixa e fraca. — Alex, acorde. Sou eu, Olivia. — Ele não respondeu, mas vi quando seus olhos oscilaram, como se ele estivesse tentando abrir eles. — Viemos ajudar você. Precisamos ir.
Um dos olhos de meu irmão abriu levemente, mas não totalmente. Ele estava cansado e fraco devido a perda de sangue.
— Olivia...— Ele disse, sua voz saindo arrastada e fraca demais para conseguir escutar. Seus olhos piscavam, Alex tentando manter eles abertos. — Você não deveria estar aqui.
Olhei para Esmeralda, ignorando o que ele tinha falado. Indiquei com as sobrancelhas as correntes que prendiam as mãos de Alex acima de sua cabeça. Ela entendeu o que quis dizer, e logo foi em direção de uma de suas mãos, para soltar ele.
— Vamos levar você para o acampamento, onde ficará seguro. — Falei, passando um dos meus braços em volta de sua cintura. Assim, quando Esmeralda o soltasse, ele não cairia no chão.
— Não estou conseguindo abrir. As correntes impedem que meu poder as abram. Provavelmente são correntes que o impedem de usar os poderes para não fugir.