Cap 59.

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Bella🧚‍♀

Saí daquela sala com um aperto no peito, algo me diz que tem coisa errada.

Uma peça que não tá se encaixando nesse jogo.

Respirei fundo e desci o morro, indo diretamente pra entrada. Fui barrada de cara pelo comando inútil do Ret, de não deixar ninguém sair ou entrar até tudo amenizar.

Peguei o celular e liguei pra ele, que atendeu depois de alguns segundos chamando.

Ligação On:

Ret: Tô ouvindo.

Bella: Libera minha saída.

Ret: Vai pra onde?

Bella: Não te interessa.

Ret: Então não tem passagem pra canto nenhum.

Bella: Eu vou pra casa, Ret. Vou preparar as coisas pro enterro do meu pai. Será que eu posso fazer isso ou você vai impedir?

Ret: Quero tu de volta pra nois trocar uma ideia depois.

Bella: Tá zoando, né?

Ret: Se tu não aparecer aqui até amanhã, eu vou fazer irem te buscar.

Ligação Off.

Foi questão de segundos pro radinho do vapor apitar e ele liberar a minha saída, mesmo tentando me aconselhar á não sair.

Ignorei totalmente e fui pra casa, andando mesmo. A questão é que era distante, mas com a cabeça que eu tô, não vou ter paciência pra esperar uber.

Cheguei em casa depois de uns 10 minutos andando e vi ela lotada de policial. Literalmente, lotada.

Bella: O que é isso? - Encarei.

Douglas: Senhorita. - Falou me cumprimentando. - Creio que já saiba do ocorrido com seu pai. Não só eu, mas como todos nós sentimos muito.

Bella: Agradeço. - Ri falso.

Douglas: A senhora não precisa se preocupar com nada, certo? Nós já estamos organizando uma despedida digna para o seu pai. Ele não merecia um fim assim e eu prometo, que iremos vingá-lo. Irei passar as informações para a senhora assim que possível.

Ele não falou mais nada e se distanciou, conversando com outros homens que estavam ali.

Senti os olhos encherem de lágrimas e subi pro meu quarto, trancando a porta e me jogando na cama.

Tudo do jeito que ele sempre gostou, os tons combinando com a casa.

Eu sei que ele não me deu o tamanho afeto que uma filha iria precisar. Sei que ele não entendia que eu queria amor, não dinheiro.

Mas acima de tudo, ele era meu pai. Era o que restava da minha família, e agora eu tô literalmente sozinha.

Parei com meus pensamentos e respirei fundo, indo pro banheiro e vendo minha cara numa situação péssima.

Peguei um pijama solto e voltei pro banheiro, indo direto pro banho. Não molhei o cabelo por ainda estar cedo, então só amarrei num coque frouxo e voltei pro quarto.

Foi questão de segundos pra eu adormecer assim que deitei na cama.

Acordei no dia seguinte com uma tontura enorme, dor de cabeça e o corpo fraco.

Enrolei mais um pouco e logo levantei, indo pro banheiro e escovando os dentes. Peguei o celular e vi que já eram 12 horas, o que me fez descer e ver a casa vazia.

Ela estava do mesmo jeito da noite seguinte, nenhuma decoração fora do lugar.

Fiz um café rápido e tomei, pegando o celular e vendo as mensagens do Douglas.

Não faço a mínima ideia de como ele conseguiu meu número, mas me passou todas as informações do velório e do enterro.

O velório começou por volta das 9 horas, acaba 15 horas. O corpo vai ser direcionado pro cemitério por volta das 15:30 e aí sim, enterrar.

Meu coração dói muito quando paro pra pensar que isso realmente aconteceu. Eu devia ter parado de me envolver quando ele avisou.

E mais uma vez, me peguei repetindo um erro que agora, vai me fazer lembrar pelo resto da vida.

30 comentários p próximo cap.

Meu Maior Arrependimento. | Filipe Ret.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora