Cap 68.

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Freitas🩸

Daniel: Te acalma, pô. - Falou dando um tapinha na minha cabeça.

Freitas: Eu chorei na frente dele, Daniel! Chorei pedindo permissão pra poder me envolver sério com a Cecília, no maior medo de perder meu cargo! - Bufei.

Daniel: Bota tua cabeça pra pensar, muleque. Ret vai parar com esse humor do cão dele, vai ser melhor pra nois. - Ri.

Freitas: Eu quero é que se foda esse mal humor dele, sacou? Sempre falando que namoro tira o foco do trabalho, aí chega aqui em envolvimento sério com filha de policial? - Bufei.

Daniel: Mas ele não abandonou o trabalho. Não deixou de matar o cara porquê era pai da Isabella, tu entendeu isso? - Ri.

Freitas: Se for pra defender ele, faz o favor e nem fala nada. - Falei acendendo um cigarro e ouvi o barulho de porta abrindo.

Ret entrou na sala e não falou nada, só sentou na cadeira e começo á ver os papeis do carregamento.

Eu e Daniel não falamos nada, só ficamos encarando e ele arqueou a sobrancelha, nos encarando também.

Ret: Perderam o cu na minha cara?

Daniel: Tô atoa, terminei meus bagulho. - Ele riu.

Ret: Coisa pra fazer é o que não falta, amigão. - Falou acendendo um cigarro. - E tu, tá parado me olhando com essa cara de cachorro abandonado por que?

Freitas: Só pensando em como foi tua noite com a nova fiel. - Falei jogando a fumaça do cigarro pro ar e ele riu.

Ret: Pra matar tua curiosidade, foi ótima. Sempre é bom uma foda pra melhorar o humor. Acho que tu tá em falta, né? - Debochou.

Freitas: Para com esse jogo imundo, irmão. - Encarei. - Como diabos tu me faz chorar na tua frente pra assumir um bagulho, e depois aparece aqui com uma como se nada tivesse acontecido?

Ret: Chorou porquê é besta, Freitas. Nem satisfação eu te devo, na real. - Riu.

Freitas: Tô falando contigo namoral, Ret. Tu foi contra geral aqui se envolver, aí aparece num rolo real com filha de policial?

Ret: Me fala aí uma vez que eu abri mão de algo que favorecesse meu morro, pra favorecer ela? - Encarou. - Minha favela é a minha prioridade e sempre vai ser, agora a tua eu já não sei.

Freitas: E eu já deixei? - Ele assentiu.

Ret: Quer lembrar de todas as vezes que tu chegou atrasado porquê perdeu o horário com ela? Ou deixou de participar de treinamento porquê se tomasse bala ia causar estresse nela?

Freitas: Valeu aí por eu me importar com a minha namorada! - Bufei.

Ret: Tá vendo? Tu não tem nem argumento pra debater comigo. - Negou com a cabeça. - Fala menos e faz mais, colega. Vai tratar do carregamento que não chegou ainda.

Saí daquela sala num ódio enorme, papo reto.

Ele sabe que tá errado mas não admite, tem que manter a pose.

Sei que naquele dia não fiz mais nada. Não apareci na boca e nem dei satisfação também. Porra, vivo pra isso não.

Tava deitado no meio das pernas da Cecília, braços cruzados e ela mexendo no meu cabelo.

Cecília: Ainda tá puto? - Assenti. - Sabe que isso não vai dar em nada, né?

Freitas: Só sei que não quero papo hoje. Esse bagulho me afetou, pô.

Cecília: Eu não te recomendo á fazer isso, vai ser mais um motivo dele falar que tu saiu do trabalho pra ficar comigo.

Freitas: Eu vou mandar ele tomar no cu, isso sim. - Bufei e ela riu.

Cecília: Lindo vocês falando isso assim, mas quando tão com ele, só faltam lamber o chão que ele pisa.

Não falei nada e fiquei lá, refletindo em tudo.

30 comentários p próximo cap.

Meu Maior Arrependimento. | Filipe Ret.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora