Cap 56.

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Maratona 2/3🇧🇷

Ret🌪️

Acordei com uma dor de cabeça maior do que da outra vez, sentindo os olhos pregarem.

Bella: Bom dia, flor do dia. - Riu. - São 21:30.

Eu apenas assenti e levantei, indo direto pro banheiro.

Tomei um banho rápido e me despertei, mas ainda permanecia com a dor de cabeça.

Vesti uma calça jeans e uma blusa preta, os cordões de sempre e as armas na cintura. Sempre bom prevenir em casos assim.

Escovei os dentes e saí do banheiro, vendo ela amarrando o cabelo. Cabelão bonito, pô.

Ret: Não acha bom colocar uma calça? Tá frio. - Ela riu.

Bella: Tenho costume, relaxa. - Falou terminando de amarrar. - Você tá tranquilo mesmo?

Ret: Tô, pô. - Falei arrumando as correntes. - O que tiver que ser, vai ser.

Bella: Não vai mesmo me falar o que tá planejando? - Ri. - Sei que tem coisa aí.

Ret: Tu acha que se eu fosse pegar posse da delegacia, eu ficaria melhor de azul ou verde? - Brinquei e ela arqueou a sobrancelha. - O RJ é nosso, branca.

Bella: Nosso? - Arqueou a sobrancelha rindo e eu ri junto.

Ret: Tu vai estar comigo na hora do bagulho, foi o calor do momento. - Falei dando um tapinha na sua cabeça.

Nós conversamos um pouco mas logo pegamos a moto, descendo pra entrada.

Cheguei lá e vi vários vapores reunidos, todos com cara de mortos.

Bella: Isso tá parecendo um funeral. - Fez bico.

Biel: Vamos sentir saudades, irmão. - Falou me abraçando.

Freitas tava de braços cruzados, encostado na parede e só observando.

Desci da moto e fui até ele, arqueando a sobrancelha.

Freitas: Que foi? - Falou desviando o olhar.

Ret: Vai chorar, vagabundo? - Falei com um sorriso no rosto e ele me abraçou, desabando.

Freitas: Coe Ret, vivo sem tu não. - Falou entre um soluço e eu ri alto.

Ret: Eu vou voltar, vagabundo. - Falei perto dele. - Mas prevenindo, esse morro aqui tá na tua mão.

Freitas: Não fala isso. - Choramingou.

Ret: Te criei pra isso não, engole o choro. - Falei dando um tapinha no rosto dele.

Os vapores riram pelo humor do Freitas. cada um com uma cara pior que o outro.

Eu apenas me despedi e voltei pra moto, saíndo do morro. Minha energia fora dele muda totalmente.

O clima parece ficar mais pesado, acho que meu corpo distingue quando tô perto ou não da comunidade.

Marcamos de nos encontrar na saída da cidade, o que era longe da delegacia, mas do morro também.

Cheguei lá por volta das 22:03 e vi ele lá. Cecília ao seu lado, toda acabada.

Estacionei a moto e segurei na mão da Isabella, me aproximando dos dois.

Ravier: Se aproxima muito não. - Falou sério e eu ri, ouvindo barulho de moto por perto.

Ret: Eai, quer fazer como? - Falei apoiando o braço no ombro da Isabella.

Ravier: Eu só quero a minha filha de volta, Ret. - Falou puxando a Cecília. - Mas não confio em você. Entrega a Isabella.

Ret: E eu confio em ti? - Arqueei a sobrancelha. - Quem garante que tu não vai cagar o bagulho agora?

Ravier: Não dificulta as coisas. - Bufou e tirou a arma da cintura.

Ret: Calma lá, bonitão. - Falei fazendo o mesmo. - Tá com pressa?

Ravier: Anda. - Falou empurrando a Cecília, jogando ela na minha frente.

Eu apenas sorri e coloquei a Cecília atrás de mim.

Ret: Até daqui alguns minutos, meu bem. - Susurrei no ouvido dela, empurrando ela pra frente do Ravier.

Cecília olhou sem entender e o Ravier respirou fundo, puxando a Isabella pra dentro do carro e acelerando.

Tirei a fita da boca da Cecília, mas logo me arrependi. Voz irritante da porra.

Cecília: Por que você deixou ele levar ela, Ret!?

Ret: Freitas também tá com saudades. - Revirei os olhos. - Fica quietinha e bota fé.

Desamarrei os braços dela e fomos pra moto, acelerando.

Puxei o radinho e dei o comando, sorriso no rosto.

121 tá liberado, 157 segue invicto.

Foi questão de segundos pra eu ver as dezenas de motos acelerando atrás do carro. Aí, como eu amo a união.

Meu Maior Arrependimento. | Filipe Ret.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora