Amigos

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Este capítulo contém gatilhos,se for sensível não leia.
{Crise de ansiedade}

Finney Blake.

Todos já estão dormindo lá fora. Porém,permaneço me mexendo de um lado para o outro.

Eu só não espero ter uma daquelas crises novamente.

— Pare de se mexer,está me incomodando. - Robin fala virado de costas para mim.

— Não estamos na mesma cama,não entendo porque estou lhe incomodando. - Falo soltando um suspiro.

— Você não dorme não,garoto? - Ele pergunta parecendo está estressado comigo,e por algum motivo,o jeito que ele falou me lembrou o meu pai.

— Desculpe,acho que vou me retirar do quarto para que você consiga dormir. - Falo meio frustrado me levantando da cama,mas quando levanto caio para trás pois minhas pernas estão tremendo na mesma intensidade que minhas mãos.

— Finney,você está bem? - Robin pergunta se encostando na cabeceira de sua cama.

— Não precisa fingir que se importa. - Falo saindo dali o mais rápido que consigo.

Sento no chão perto de um quarto que não me recordo de quem seja,mas ouço alguns barulhos estranhos vindo de lá.

Mas,o que importa é que agora é apenas eu e ela,eu e minha ansiedade.

Por algum motivo inexplicável,eu sinto a necessidade de chorar,é como se meu corpo quisesse que eu fizesse isso.
E não demora muito para as lágrimas quentes escorrerem pelo meu rosto.

Minhas mãos tremem descontroladamente. Sinto aquela sensação de não ter controle sobre o meu corpo,minha respiração está ofegante,e eu estou lutando muito para controlá-la.

Eu não posso evitar desabar alí mesmo,eu me sinto tão frágil nesses momentos,isso me deixa irritado.

Encosto a cabeça na parede e choro,eu apenas choro.

Ouço um barulho vindo em minha direção mas não tenho forças o suficiente para abrir meus olhos.

— Finney,o quê está acontecendo? - ouço uma voz de que não consigo identificar de quem seja.

— Eu...eu não consigo respirar. - Falo com certa dificuldade.

— Eu vou lhe ajudar. - A pessoa fala e então sinto minha visão escurecer,por completo.

Robin Arellano.

Foi assustador ver Finney daquele jeito,ele desmaiou alí mesmo.

Eu sabia não sabia muito o que fazer,e todos estavam dormindo. Foi aí que entrei em desespero e liguei para uma ambulância.

Agora eu estou no hospital com Finney,e todas enfermeiras são tão grosserias.

Talvez seja pelo horário,o cansaço do trabalho. Mas,esse é o dever deles,não precisam tratar nós pacientes dessa forma.

— Ele bebeu algum tipo de bebida álcoolica? - o médico pergunta anotando algo em seu bloco de notas.

Mission lettersOnde histórias criam vida. Descubra agora