No futebol, um gol de placa é um gol muito bonito, considerado merecedor de uma placa ou homenagem a quem fez o gol.
No amor, um gol de placa é aquele marcado por alguém que, entre erros e acertos, acerta um cabeceio, encobrindo o goleiro e virando...
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i would've stayed at home 'cause i was doing better alone but when you said: hello i knew that was the end of it all i should've stayed at home 'cause now there ain't no letting you go am i falling in love with the one that could break my heart?
Um mês se passou desde que vi Bruno pela última vez. Eu gostaria de dizer que não havia feito o que era esperado, fugido sem dar explicações, mas foi exatamente o que fiz.
Costumava ser o tipo de garota que julgava sem remorso as ações imprudentes das minhas melhores amigas, não tinha medo de dizer que seus namorados eram um bando de otários e nem de colocar um pouco de luz sobre a mente delas quando não concordava com o rumo das escolhas que tinham. Eu era bem decidida, bem prudente, bem pé no chão.
E meu calcanhar de Aquiles tinha nome e sobrenome: Bruno Guimarães Rodrigues Moura. Ou só Bruno, o cara que, curiosamente, eu estava completa, irrevogável e profundamente apaixonada. Quando se tratava dele, minha moral caia em pedacinhos, meu bom senso ficava em frangalhos e minha força de vontade só funcionava para decidir como aquele idiota com a cara mais linda que já vi na vida iria me fazer pisar nos meus princípios e nas minhas regras.
E, Deus tenha a santa misericórdia, ele gostava de me fazer esquecer que o tipo de cara que era, era o tipo de cara que eu deveria manter distância.
Não era como se eu não soubesse, quero dizer, ele tinha fama de marrento e mulherengo por onde passava, nunca ficava tempo suficiente com uma garota para dar esperanças, mas era claro que comigo tinha que ser diferente. Porque ele sempre voltava com aquele sorrisinho de bom moço que sabia que toda sogra no mundo iria adorar, falava coisas bonitas para impressionar e entrelaçava a mão com a minha, como se pudesse mostrar ao mundo que só havia uma pessoa que poderia fazê-lo sossegar.
Era claro que eu nunca havia colocado fé o suficiente para deixar que ele tomasse conta da minha sanidade. Se havia uma coisa que eu tinha aprendido dentro do nicho futebolístico era que, não importava a nacionalidade, a posição e o clube, aqueles caras achavam que tudo o que botavam os olhos era imediatamente deles. Eram todos iguais. Sem tirar e nem por.
Eu não era boba para deixá-lo acreditar que me tinha bem onde queria, era ótima disfarçando, tão boa que até mesmo de mim consegui esconder que havia fodido tudo.
Eu demorei a cair no papinho dele. Demorei o suficiente para deixá-lo louco pelo desafio, creio eu. E, convenhamos, era divertido vê-lo tentar. Bruno era criativo em suas tentativas vãs, me enviava mensagens engraçadas, comprava buquês de rosas e mandava entregar no escritório junto com bilhetes escritos a mão, como se ele quisesse provar que estava mesmo disposto a me conquistar. Ele me convidava para ir ao cinema e me levava para piqueniques no parque, comprou ingressos para o show da Dua Lipa em Londres e me ouviu durante horas falar sobre a cantora, comprava meu chocolate preferido quando eu estava de TPM e me abraçava sempre que nos encontrávamos, fazendo eu ficar viciada no perfume que ele usava, implorando para que ele me segurasse tempo suficiente para nunca mais esquecer aquele odor forte e masculino que carregava.