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> Sina <

Ele ficou me encarando, se eu tivesse uma arma agora eu já teria matado ele sem nem pensar duas vezes.

- Já que a sua mãezinha foi embora, eu vou indo. - Sina

- Espera, você tem insta? - Matheo

- Pra que você quer saber? Nem podemos mexer no celular. - Sina

- É só pra mim saber mesmo. - Matheo

- Me dá um papel e caneta. - Sina

Peço e ele se afasta indo pegar.

- Aqui - ele me entrega o papel e a caneta.

Peguei o papel e escrevi: " escrevi e saí correndo pau no cu de quem tá lendo " dobrei o papel e entreguei pra ele

- Tchau - falo saindo do quarto dele o mais rápido possível - moleque otário - falo andando pelo corredor.

- Finalmente te achei, garota. - Olivia

- A diretora apareceu do nada e parou pra falar comigo, ele já atrasou as imagens? - Sina

- Sim. - Olivia

- Então vamos na elétrica. - Sina

Na elétrica

- Fica aqui, e se alguém aparecer me avisa e distrai a pessoa. - Sina

- Tá certo. - Olivia

Entrei na elétrica e procurei os fios certos para poder cortar, achei os fios e peguei meu canivete e comecei a cortar.

- OI, MATHEO, TUDO BEM COM VOCÊ? - ouvi a Olivia gritar indicando que tinha alguém com ela.

- Por que você está gritando? - o filho da diretora perguntou

- Eu não estou gritando, estou falando normal!- Olivia

- garota estranha - o otário sabe falar italiano

- O que você disse? - Olivia

- Nada não, tchau. - Matheo

- Tchau. - Olivia

Corto todos os fios e saio da elétrica. Quando saí, o colégio estava todo escuro. Tranquei a porta e olhei para Olivia, que estava animada.

- Nossa, sua ideia deu certo mesmo! - disse Olivia.

- A gente vai passar não sei quantos dias em casa -  Sina.

- Você disse que íamos passar uma semana em casa - respondeu Olivia.

- Eu sei, só que o estrago foi grande lá dentro então... - explico.

- Garota, eu te amo. Você foi a melhor coisa que aconteceu nessa escola depois de mim, é claro - brincou Olivia.

- É melhor a gente sair daqui - dou risada.

- Verdade, e como você vai devolver a chave? - perguntou Olivia.

- E quem disse que eu vou devolver? - provoco.

- E o que você vai fazer? - questionou Olivia.

- Vou jogá-la em algum lugar pela escola e vou deixá-la procurar a chave - respondo.

- Coitadinha! - riu Olivia.

- Vamos para a próxima aula, se é que vai ter próxima - Sina.

Fomos para a sala e as meninas e o Noah já estavam lá.

- Esta aula está dispensada, a diretora quer todo mundo no pátio agora. Saíam em fila e com cuidado - disse a professora.

Saímos todos da sala e fomos para o pátio.

- Primeiro de tudo, quero dizer que estou muito decepcionada com a pessoa que causou esse apagão no colégio - disse a diretora.

Os alunos começaram a cochichar, dizendo que não estavam entendendo.

- Silêncio. O que aconteceu foi o seguinte: alguém deu um jeito de atrasar as imagens das câmeras e cortou os fios de energia, e essa pessoa está entre nós neste momento - explicou a diretora.

- E seja lá quem fez isso, vai pagar muito caro. Arrumem suas coisas e passem na secretaria para pegar os celulares de vocês. Liguem para os seus pais para eles virem buscá-los. Fiquem em casa por 15 dias. Estão dispensados - concluiu a diretora.

Fomos todas para o quarto e pegamos nossas malas que, no caso, já tínhamos arrumado.

- Eu vou aproveitar ao máximo esses 15 dias em casa - disse Julia.

- Eu também - concordou Mariah.

- E se a diretora descobrir que fomos nós? - questionou Olivia.

- Ela não vai descobrir nada - afirmou Julia.

- Ela não tem provas de que fomos nós, e caso venha nos perguntar sobre esse assunto, neguem, neguem, neguem até morrer - digo

- Tá bom - Olivia.

- Outra coisa, esse assunto de que fomos nós que causamos o apagão, isso morre aqui e agora. Vai ser o nosso segredo, ok? -  Sina.

- Ok - responderam os outros.

- Vamos na secretaria pegar nossos celulares - disse Mariah.

- Tá, eu já vou indo também. Só vou ligar para o meu pai -  Sina.

- Ah, eu quase ia esquecendo. Me passa seu número - pediu Julia.

- Verdade, eu quero - disse Olivia.

- Eu também - Mariah.

- Tá, anotem aí... - Sina.

(...)

- Anotado. Tchau, Sina - despediu-se Julia.

- Tchau - disseram Mariah e Olivia.

- Tchau gente - Sina.

Elas saíram e eu peguei meu celular.

- Lua? Você está aí? - ouvi a voz do Noah fora do quarto.

- Pode entrar - Sina.

- O que você está fazendo aqui ainda? Vamos embora - Noah.

- Eu vou ligar para o meu pai - explico.

- Ah, entendi - Noah.

- Você quer carona? - pergunto.

- Quero - respondeu Noah.

Liguei para o meu pai e ele falou que já estava vindo.

- Vamos lá na secretaria. Eu vou pegar meu celular - Sina.

Fomos até a secretaria e a fila para pegar o celular estava igualzinha à fila de cartão do SUS.

- Sina, vem aqui rápido - Mariah me chamou para ir na frente dela.

Depois de um tempo ali na fila, peguei meu celular e fui para fora do colégio. Vi meu pai estacionado o carro e puxei o Noah para irmos embora.

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𝐍𝐚̃𝐨 𝐒𝐞𝐢 𝐂𝐨𝐦𝐨, 𝐌𝐚𝐬 𝐀𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞𝐮 /𝐀𝐬𝐡𝐭𝐫𝐚𝐲Onde histórias criam vida. Descubra agora