É você (part.I)

182 18 1
                                        

Tom acordou assustado com a pancada dolorida em seu corpo, Hakan parecia furioso com olhos vermelhos, presas soltando veneno, garras afiadas e escamas brilhosas pelo corpo:

—Eu já te defendi de muita coisa, Tom...— o rosnado profundo fazia a voz não parecer humana —Mas com o meu filho eu acho inaceitável!

—Mas eu nem vi o Harry essa semana...— suspira ainda recuperando o fôlego.

—Ele estava aqui ontem... Ele trouxe o Timothy, e você não teve a mínima decência de se explicar!

—Você pediu para não tocar no assunto com ele... E eu ao menos vi ele!

—Ele te escolheu! E você não parece entender a importância disso!

—Você não me deixa mostrar a importância disso!

—Disse que não aceitaria um cortejo, que não queria nada maior do que sabia que ele estava pronto para receber!

O menor começou a rir, um riso dolorido e sem emoção, o vampiro não estava mais possesso de raiva:

—E ele quer exatamente o que você não deixa que ele tenha...— o moreno sussurra olhando pela janela.

~∆~

Harry sorriu fraco para a professora McGonagall durante a aula, seu interesse por todas as matérias, o brilho travesso em seus olhos e seu sorriso inocente haviam desaparecido completamente, Snape havia comentado sobre o lado veela da criança estar magoado:

—Professora, não me sinto bem...— o pequeno sonserino pontua levantando a mão —Posso ir até a enfermaria?

A animaga se aproximou, a expressão cansada da criança era preocupante, tocando sutilmente suas bochechas ela constatou que Harry estava febril, de fato, era melhor libera-lo da aula.

Assim que teve a permissão que precisava, o garoto juntou seu material acenando em despedida para Draco e Theo, que faziam essa aula com ele, e saiu da sala, Harry entrou em uma crise de tosse e fraqueza entre as escadas, seu peito comprimia enquanto a imagem de Tom confortando Timmy rodava por sua cabeça em um loop, se sentia tão frio, solitário, completamente vazio.

~∆~

—E não tem nada que possamos fazer?— James questiona sentado na beira da cama de Harry na enfermaria.

Lucius manea com a cabeça, seus olhos marejados e os últimos minutos chorando diziam como era difícil a situação atual, Harry era muito pequeno, muito jovem para escolher um companheiro, mas havia feito de forma inconsciente, quase como ele:

—Talvez...— o loiro murmura segurando mais firme a mão do filhote.

—Você passou anos vivo sem o Hakan, Lucius, tem que ter alguma coisa!

—Ele tem um filho, teve que sobreviver por ele...— Lesa comenta tentando não chorar também —Veelas quando rejeitados podem morrer em poucos anos, um adulto como Lucius teria no máximo sete anos...

—Quanto tempo Harry tem?

—Não tem como saber...— Lucius revela —Isso nunca acontece antes dos dezesseis ou dezessete anos...

—Dragões escolhem seus parceiros ainda jovens, por mais que Harry não tenha a herança completamente desperta, isso pode afetar ele de alguma forma...— Hak explica afastado ainda formulando alguma solução para tantos problemas.

~∆~

—E isso iria funcionar?— o Brown questiona observando o frasco escuro —Ele iria me amar se tomasse isso?

...Histórias para pegar e não largar. Descubra agora