Capítulo 6 : Compras e Brigas

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Harry não cuidava direito de seu corpo. Pelo menos foi o que Lúcio disse. O patriarca Malfoy fez uma careta quando soube que a ideia de Harry de se preparar para o dia era um banho rápido (às vezes), uma olhada no espelho (nem sempre) e pegar qualquer roupa que encontrasse primeiro (o tempo todo). Seus jeans e camisas trouxas eram todos velhos, caindo aos pedaços, e alguns eram grandes o suficiente para caber em Lucius.

Parecia que outra viagem de um dia estava em ordem e não importa o quanto Harry gritasse, chutasse e tentasse seduzir, Lucius não estava recuando. Embora ele gostasse bastante da maneira como Harry se sentava em seu colo e tentava prendê-lo no sofá.

Harry conseguiu convencer Lucius de que ele precisava de roupas trouxas. Ele se recusou a usar roupões e camisas/calças formais o tempo todo, especialmente quando estava descansando em seus aposentos. Lucius só cedeu porque Harry parecia delicioso em jeans.

Depois que Dumbledore deu sua aprovação, Harry e Lucius mais uma vez caminharam de mãos dadas por Hogwarts. Harry suspirou ao perceber que em três semanas não seria capaz de fazer isso; ele e Lucius teriam que se esconder. Ele pensou em apenas pular em Lucius em público, mas percebeu que não cairia muito bem.

Eles aparataram para o Beco Diagonal e passaram pelo arco, e depois pelo Caldeirão Furado, para chegar a Londres. Harry não conseguia se lembrar do lugar bem o suficiente para aparatá-los ali sem medo de se estripar.

Como no Beco Diagonal, todos os ocupantes do Caldeirão Furado se viraram para olhar. A maioria sorriu para Harry, apertou sua mão (para grande irritação de Lucius) e desejou-lhe um bom dia. Eles fizeram cara feia para Lucius, mas não disseram nada na cara dele. Afinal, ele ainda era Lucius Malfoy; ele era poderoso, tinha estado na prisão por ser um Comensal da Morte e era um conhecido amante das Artes das Trevas. Mesmo sem uma varinha, eles não iriam insultar o patriarca Malfoy.

Lucius parecia um pouco presunçoso enquanto eles caminhavam para Londres, descendo a rua.

- Idiota. - Harry murmurou. Lúcio sorriu.

{oOo}

Eles pegaram um táxi da morte (na verdade era um táxi, mas Lucius parecia honestamente odiar e temer os pequenos carros pretos) para a cidade e passaram a maior parte da manhã apenas olhando ao redor.
Harry se sentiu seguro em Londres e pegou a mão de Lucius. Eles atraíram alguns olhares dos trouxas, principalmente porque ambos eram homens e porque Harry era claramente vinte anos mais novo que Lucius.

Lucius, porém, era todo sorrisos enquanto puxava Harry junto. Apesar de terem saído para fazer compras para Harry, Lucius era quem estava se divertindo. Ele geralmente não gostava de trouxas, mas estava tentando mudar para Harry. Para ser honesto, ele achava eletricidade, tecnologia e automóveis fascinantes (além dos Death Cabs, é claro). Ele apontou para as coisas com as quais Harry cresceu, exigindo saber o que eram.

Nas primeiras duas horas em Londres, Harry explicou telefones, celulares, computadores, sistemas de jogos, semáforos e internet. Harry não sabia muito sobre tecnologia trouxa, nunca tendo permissão para assistir TV, jogar os jogos de Dudley ou possuir qualquer coisa que valesse mais de dez libras. O que ele sabia fez os olhos de Lucius brilharem. Lucius adorava aprender, amava o conhecimento, e desde que as coisas dos trouxas fossem interessantes, ele iria ouvir.

Harry arrastou Lucius para um McDonalds às onze, só para ver. O homem ficou desconfortavelmente perto de Harry, afastando-se dos trouxas e dos assentos de plástico, bem como do óleo que parecia pairar no ar. Harry sorriu de orelha a orelha, pediu duas refeições de cheeseburger e arrastou Lucius para fora antes que ele pudesse descobrir como explodir o restaurante com magia sem varinha.

Assistir Lucius comendo fast food foi ainda mais engraçado do que ele entrando em um McDonalds. Eles se sentaram em um parque, Lucius abrindo a embalagem e olhando para o hambúrguer como se o tivesse ofendido pessoalmente.

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