Soraya assim que entrou no palácio ela foi pro quarto de Arthur falar que o monge já tinha vindo falar com Alexander.
Arthur: Ah...e já? Tá certo então... -Diz desanimado
Soraya: E ele já foi embora...
Arthur: Tá bom...
Soraya: Que bom que você permitiu a visita dele.
Arthur: Bom...Soraya será que você pode me fazer um favor?
Soraya: Claro, o que é que você quer?
Arthur: Pode me deixar sozinho?
Soraya: Arthur, o que você tem?
Arthur: Não quero falar disso, por favor só me deixe sozinho e governe esse reino sozinha enquanto eu não estiver bem pra poder governar.
Soraya: Sozinha?
Arthur: Eu confio na sua administração Soraya, você é uma ótima rainha.
Soraya: Tá bom...se você quer que seja assim então assim será, mas se precisar de alguma coisa não exite em falar comigo...
Arthur: Tá bom...agora por favor me deixe dormir.
Soraya: Tá bom...
Soraya sai e deixa Arthur sozinho no quarto.
O tempo foi passando, e o rei Arthur estava depressivo. Ele já não queria mais sair do quarto. Tinham que levar comida pra ele em seus aposentos pois realmente ele não queria mais sair.
Aquele homem ruivo ficou vários dias assim. Soraya estava bastante preocupada com ele, que inclusive ela pediu para nenhum empregado o incomodar.
Então um certo dia, Arthur resolveu finalmente sair do quarto e ir conversar com Miranda. Ele resolveu que iria contar pra ela o verdadeiro motivo dele odiar tanto os plebeus. Então ele foi na direção do quarto dela e bateu na porta:
Arthur: Filha eu posso entrar?
Ninguém respondeu, a Soraya havia trancado a porta do quarto de Miranda pra todo mundo pensar que ela ainda estava lá dentro. As empregadas nem levavam mais comida pra ela, pois a rainha era quem supostamente levava e entregava a comida e ficava conversando com a filha dentro do quarto.
Arthur: Miranda, eu preciso muito conversar com você, preciso te contar uma história importante...
Arthur continuava batendo na porta.
Arthur: Não adianta fingir que você não está aí dentro, eu sei que você está aí, abre por favor?
Arthur batia a porta com cada vez mais força.
Arthur: Miranda, por favor eu te imploro pra que você me escute, eu...eu preciso que você saiba o real motivo de eu odiar tanto os plebeus.
Ele continuava batendo até que ele desiste de tentar dialogar.
Arthur: É assim que você quer Miranda? Então que assim seja, você que me obrigou a fazer isso.
Arthur arromba a porta com um empurrão.
Arthur: É, eu ainda tenho forças pra arrombar uma porta. Nem sei mais onde eu coloquei a chave do quarto dela, depois de tantos dias trancado naquele quarto -Diz rindo
Arthur então percebe que Miranda não estava no quarto.
Arthur: Miranda?...filha?...
Arthur olha em volta e vê um envelope em cima da cômoda de Miranda.
Arthur: Um envelope, e tá endereçado a mim -Ele comenta quando o pega e o olha atentamente
Arthur então tira do envelope uma carta que era de Miranda.
Arthur: Uma carta da Miranda.
Então ele começa a ler.
"Meu querido pai, se o senhor estiver lendo essa carta agora, é porque provavelmente o senhor ainda não descobriu quem verdadeiramente é o príncipe Eduardo, que o senhor tanto venera. Meu pai, eu escrevi essa carta porque essa foi a única maneira que eu consegui encontrar, de lhe contar o porque de eu não conseguir ama-lo como o senhor gostaria que fosse...
Essa carta foi a única maneira que eu consegui achar, de lhe falar sobre os meus mais sinceros sentimentos sem que o senhor me julgasse por isso.
Pai quando o Eduardo veio aqui, ele pediu pra nós dois irmos pro jardim do palácio para conversarmos, eu aceitei a proposta e tudo estava indo bem, só que ele resolveu se declarar pra mim, e me pedir em namoro. Eu me senti muito mal sabendo que eu nunca conseguiria corresponder aos sentimentos dele. Então depois da declaração e do pedido eu tentei conversar com ele, e ainda reconheci que ele era um cara incrível, e que toda garota adoraria ter ele como namorado, mas eu não...
Então logo em seguida ele ficou louco e descontrolado, e quis me beijar a força. Eu gritei por socorro e o guarda Bruno me ajudou. Se o Bruno não tivesse chegado na hora o Eduardo teria até tentado abusar de mim pois ele estava incontrolável, e não aceitava um não como resposta.
Meu pai o senhor nem imagina o quanto que eu tentei lhe contar sobre esse dia terrível, mas não consegui pois eu sei que o senhor nunca teria acreditado em mim mesmo tendo o Bruno como testemunha.
Pai o Alexander nunca tentou fazer nada de errado comigo, pelo o contrário ele sempre me respeitou, e me fez achar a verdadeira felicidade. Eu me apaixonei por ele pelo o que ele é, e não pelo o que ele tem, e esse amor foi recíproco. O Alexander é o meu príncipe encantado, já o Eduardo depois daquela cena terrível, só me fez vê-lo como um vilão...
Eu nunca iria conseguir amar alguém assim como ele. Sabe? fiquei tão revoltada com ele que pisei, amassei e acabei com as rosas que ele trouxe pra mim, exatamente no mesmo lugar em que ele tentou dar uma de esperto comigo, Bruno viu tudo e me apoiou nisso.
O meu maior sonho era que o senhor pudesse ver o quanto eu amo o Alexander. Ele seria um ótimo genro pro senhor meu pai, porque se o senhor pudesse ver além do dinheiro, veria o quanto esse violinista é incrível, bondoso, generoso, e maravilhoso. Mas infelizmente o senhor deixou que a tirania, e a ambição fossem maiores que a beleza da sua alma. Existe um grande abismo entre nós dois meu pai, que só acabaria se o senhor aceitasse que quem eu amo é o Alexander, e quisesse enfim destruir e atravessar essa distância que tanto nos separa aceitando a realidade!"
Assim que Arthur terminou de ler essa carta, seu coração se encheu de ódio pelo o Eduardo.
Arthur: Maldito Eduardo, mas isso não vai ficar assim. Quem esse insolente pensa que é?
Arthur saiu do quarto de Miranda, e ele em seguida é avisado que Eduardo estava na sala esperando por ele.
Pensamentos de Arthur: "Ah então o maldito está lá fora me esperando né? Hoje ele vai saber o que é bom pra tosse"
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A princesa e o violinista
RomanceHá muito tempo atrás, em uma época distante, duas crianças se tornaram melhores amigos: ele era um plebeu que se chamava Alexander, e ela era uma princesa que se chamava Miranda. O que o destino reserva para essas crianças? Eles tiveram que se sepa...
