Há muito tempo atrás, em uma época distante, duas crianças se tornaram melhores amigos: ele era um plebeu que se chamava Alexander, e ela era uma princesa que se chamava Miranda.
O que o destino reserva para essas crianças?
Eles tiveram que se sepa...
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Arthur: Tá vendo esse relógio de bolso aqui, Alex?
O rapaz assente e diz:
Alexander: Estou sim.
Arthur: Reconhece ele?
Alexander: Sim, quando eu era criança e vim pro palácio para brincar com a Miranda, o senhor tava com ele em mãos, e me mostrou ele.
Arthur: É sim. Que bom que você ainda se lembra.
Alexander: Eu achei esse relógio muito bonito na época. Me lembro que o senhor me deixou pegar nele, mas logo em seguida o senhor pegou ele de volta, e eu percebi que aquele relógio era de um grande valor sentimental pro senhor.
Arthur: Essa é a única lembrança que eu tenho do meu irmão...
Arthur entrega o relógio para Alexander. O violinista o segura com bastante cuidado.
Alexander: Ele é muito bonito, rei Arthur. Eu consigo perceber o cuidado que o senhor teve com ele durante todos esses anos...
Arthur: Miguel ganhou esse relógio de presente de aniversário dos nossos pais. Quando ele resolveu ir embora com a Bárbara ele me deu ele de presente com a intenção que eu nunca me esquecesse dele...
Alexander: Nossa, parece até que ele estava prevendo...
Arthur: Verdade, eu tenho que te confessar uma coisa...
Alexander: O quê?
Arthur: Eu só não dei fim na minha própria vida por causa do amor que eu senti de imediato pela Soraya, quando eu a conheci.
Alexander: É...é sério? Eu não sei nem o que dizer...ainda bem que o senhor não fez isso...
Arthur: O amor liberta, Alex -Diz sorrindo.
Alexander: É verdade.
Arthur: Depois de um tempo, a Miranda nasceu e a razão da minha vida também nasceu junto dela. Alex, a Miranda é a menina dos meus olhos. Ela é fruto de um amor muito bonito, e eu só quero que você a faça muito feliz.