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[término]
substantivo masculino
1. [momento ou ponto em que se interrompe um fenômeno, um período ou uma ação; fim.]
As folhas das árvores se encontravam úmidas, ocasionado pela neve que havia derretido com o nascer do sol, como todo início de manhã de janeiro. O clima seco e o aroma de gelo, junto do cortante silêncio, transformava aquele despertar o mais estressante possível para Hoseok.
Os raios de sol refletiam no chão e o calor da fogueira não era tão presente, o som da brasa ainda existia, mas o pouco calor que saía dali não era o suficiente para aquecer Hoseok por completo.
Uma dor de cabeça latejante o atingiu, ao mesmo tempo que sentiu os ferimentos da boca arderem. Hoseok acordou, se arrependeu brevemente da atitude que tomou na noite anterior, apesar disso, por mais que sua cabeça doesse, o método funcionou e ele dormiu a noite inteira.
Desacordado era a definição ideal para o ocorrido.
Ao abrir os olhos, viu Yugyeom a sua frente, limpando seus ferimentos com um tecido que era umedecido em um recipiente com água quente. Ele estava sério, não soltou uma palavra sequer e muito menos o encarou diretamente, Yugyeom agia como se Hoseok não estivesse ali, como se limpasse uma estátua.
Era nítido, estava bravo e o olho roxo chamou a atenção de Hoseok, porque não estava ali na noite anterior. Naquele momento, ele percebeu que sua vida não dependia das escolhas de Yugyeom, e sim de alguém maior.
Yugyeom o ignorou quando lhe ofereceu água, quando o fez comer a barra de cereal e até mesmo no momento em que precisou fazer com que Hoseok urinasse em um recipiente. O ruivo agradeceu muito por essa última parte, aquilo já era humilhante o suficiente.
— Você vai me soltar?
Pela primeira vez naquela manhã, Yugyeom o olhou, se manteve em silêncio ao encarar a face de Hoseok, caminhou novamente de forma lenta até ele e limpou o sangue seco que escorreu pelo seu pescoço.
— Você vai morrer aqui, Hoseok. — Falou calmo, como se estivesse em uma conversa comum. — Vou te soltar quando você for apenas um corpo sem vida. — O olhou.
Talvez Hoseok sentisse menos medo quando Yugyeom o direcionava palavras odiosas, aquelas que soavam como um cuspe de raiva, porque quando ele as soltou calmamente, Hoseok teve a certeza que morreria ali.
Desde que chegou, essa probabilidade era alta, ele não podia esconder os fatos de si mesmo, mas Hoseok nunca se convenceu que o seu destino para a morte estava tão próximo.
Mas aconteceu, pela primeira vez ele teve aquela certeza dolorosa e isso o fez tremer.
...
— Você fez o quê? — A voz surpresa soou baixo, pois eles não queriam chamar atenção de um possível alguém que poderia estar do outro lado.
— Sequestrei um dos investigadores que estão no caso, em específico, o que me interrogou. — Yugyeom riu satisfeito, estava relaxado contra uma das mesas. — Ele está dopado o suficiente para permanecer um dia inteiro assim, o deixei no galpão de lixo.
A outra pessoa presente suspirou fundo, esfregou o seu próprio rosto e encarou Yugyeom novamente, que possuía uma feição satisfeita, como se fosse a pessoa mais inteligente do mundo, como se tivesse resolvido todos os problemas existentes.
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Roleta Russa | sope
Fanfiction[CONCLUÍDO] Três romances, sete segredos e um crime. O romance policial onde a vida dos sete mexe com o jogo. Três anos após um incidente que ocasionou o fim da parceria policial e dos laços no casamento entre Min Yoongi e Jung Hoseok, os dois se ve...
