CAPÍTULO CINCO

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Tô de volta ao som de Silhouette, In The End e Patience.
Teremos att dupla hj. Para repor o tempo que andei sumida.


Alguns dias sempre eram mais difíceis que os outros, mesmo sabendo que os meninos não iriam mais voltar, sempre me pegava olhando pela janela, esperando que chegassem por ali, mas não. Eu não os veria mais e meu Deus, como aquilo doía.

Após ter ajudado a minha mãe com as tarefas domésticas, pedi à ela que me deixasse sair um pouco. Precisava de um tempo para mim, me permitir esfriar a cabeça até que aquela dor parasse um pouco

Andei um pouco na mata, sem importar com o vestido que usava, até parar numa clareira não muito longe dali, cercada por árvores frondosas e uma sombra agradável, exatamente onde costumava brincar com meu primo quando éramos crianças.

Sentei-me no lugar e me lembrei de uma música que ele sempre tocava. Ela falava sobre superar uma perda, focar no futuro e seguir em frente.

Naquele momento, podia jurar que o Zayn estava ali, sentado ao meu lado, e quando olhei para o lado, acertei. Ainda estava por aqui na terra. Mas tinha algo nele que apertava meu coração. Parecia triste, perdido ao se aproximar.

- Ei, Alice.- Ele sorriu, apesar do semblante triste.

- Zayn, o que está fazendo aqui, menino? - Perguntei preocupada.Ele suspirou e olhou para o chão antes de responder.

Era estranho conversar com alguém que morreu há dois anos.

- Eu não sei, Alice. Eu só sinto que preciso estar aqui. Sinto que ainda tenho algo a fazer, algo a dizer. Mas não sei o que é.-Eu o encarei, sem saber o que dizer. Como conversar com alguém que já não está mais aqui?

Mas algo dentro de mim me dizia que eu precisava ouvi-lo, que ele tinha algo importante a dizer.

- Zayn, o que você quer dizer? - Perguntei, tentando entender.

Ele olhou para mim, seus olhos tristes e cheios de saudade.

- Eu sinto muito, Alice. Sinto muito por ter partido tão cedo, por ter deixado vocês. Eu queria ter ficado mais tempo, ter vivido mais, ter feito mais coisas. Mas agora, tudo o que posso fazer é pedir desculpas e dizer que amo vocês.

Na verdade, quando tudo aconteceu, Liam e os outros meninos me deixaram preso aqui, Alice. Eles usaram alguma coisa, mas agora eu preciso de ajuda para ir embora, sabe?

Eu o encarei, sem saber o que dizer. Afinal, como eu poderia ajudá-lo? Ele era um fantasma, uma lembrança do passado que não podia ser mudado. Mas ele insistiu, pedindo para que eu o ajudasse a encontrar a paz. Disse que estava preso naquele lugar, sem conseguir seguir em frente, e que precisava de alguém para guiá-lo.

- Como isso foi acontecer? Do que você se lembra que fizeram antes de ficar doente? Preciso que me conte cada detalhe das coisas que viu Harry, Louis e os outros faziam, tá? Como tudo começou, Zayn?

- A gente tinha mais ou menos uns 13 anos. Quando os treinamentos com Joseph ficaram mais intensos. Um dia, assim que os treinamentos acabaram, Louis achou um livro de invocações ou algo do tipo. No momento, eu não dei muita importância, apenas voltei para casa e deixei aquilo para lá. Só que com o passar dos anos, me obrigaram a ajudar eles com as coisas que faziam, só que não aguentava mais. Eu queria que parasse. Cada coisa, cada visão, cada pesadelo que tinha. Pouco tempo antes de adoecer, eu estava decidido a contar para o Joseph. No dia que faria isso, o Liam apareceu.

Zayn suspirou, parecendo cansado ao se lembrar daquilo. Eu o encorajei a continuar, querendo saber mais sobre o que havia acontecido

- Liam me disse que eu não podia contar nada para o Joseph, que ele não entenderia e que poderia nos separar. Ele disse que precisávamos continuar juntos, que era a única forma de nos protegermos uns aos outros. Nós discutimos, é claro. Não iria mudar de ideia em relação à situação.

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