CAPÍTULO SETE

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I'm back, galera.
Esses dois na mídia são o casalzinho mais fofo. Stella e William

Eu voltei para casa depois do meu primeiro dia de aula em Londres e tudo parecia tão igual

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Eu voltei para casa depois do meu primeiro dia de aula em Londres e tudo parecia tão igual. A casa ainda era nova para mim, mas já me sentia um pouco mais familiarizada com cada canto. Deixei minha mochila ao lado da porta e corri para o meu quarto, onde comecei a fazer minhas tarefas diárias. Arrumei minha cama, coloquei minhas roupas sujas no cesto e abri minha agenda para conferir o que teria para estudar.

Enquanto lia o livro de matemática, sentia a sensação metálica do frio nas minhas mãos. Na janela, observava o movimento lá fora, as pessoas andando com pressa em seus casacos quentinhos. O silêncio era quebrado apenas pelo som dos carros passando. Eu sentia um pouco de saudade de casa, mas tentava me manter focada no que precisava ser feito.

Porém, instantes depois, recebi uma ligação de vídeo da minha prima favorita, a Luna.

- Priminha tola, como você está?- Ela praticamente gritou no outro lado da linha, imitando o Itachi.

Essa era a minha prima maluca. Quem a visse pela primeira vez, imaginaria uma pessoa trevosa, com seus cabelos curtos e coloridos, piercings e blusas de banda de rock, que mal falava com as pessoas, mas bastava conhecê-la melhor para mudar de conceito.

Luna tinha 18 anos, era filha da irmã da minha mãe, tia Laura e estudava psicologia na UFMG, amava animes, música e cantava numa banda de rock, além de ser wiccana, mas escondido da nossa família extremamente católica. Tinha nela uma irmã mais velha.

- Estou bem, Luna! Acabei de chegar em casa do meu primeiro dia de aula em Londres. Como você está? - respondi com um sorriso no rosto.

- Estou ótima, prima! Só sentindo falta de você por aqui. Mas me conta, como foi o seu primeiro dia de aula? - ela perguntou com curiosidade.

Eu contei tudo sobre a aula, as pessoas que conheci, os professores e o conteúdo que vamos estudar, para mim, era tudo novo e confuso.

Luna ouviu atentamente, fazendo algumas piadas enquanto eu falava. Depois de uma hora conversando com ela, me senti muito mais animada e menos sozinha, até que criei coragem de contar o que sonhei na noite passada

- Sua doida, não sabe o que me aconteceu? Tive um sonho sinistro na noite passada. Tipo, era idade média, eu namorava um menino templário, e após ter descoberto que seus companheiros de ordem se envolveram com um demônio, Baphomet, ele se mata.

Aí beleza, né? Eu, ou sei lá, minha alter ego, acaba casando com outro cara e esperava uma criança dele. Até que esse menino volta e pede ajuda para descansar em paz. Então "nós" fomos ajudá-los e eu ou essa outra garota acaba morrendo no parto da garotinha que esperava.

Aí, cara, foi sinistro. E mais sinistro ainda foi chegar no colégio e ver algumas pessoas parecidas com essas do tal sonho?

Luna ficou surpresa com o meu relato e tentava entender o que isso poderia significar, mas começou a rir e cantar um trecho da minha música favorita, "Leave out all the rest"

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