Após a mudança de Stella para Londres com seus pais, a garota recebe a notícia da trágica morte de uma pessoa especial. Com a dor da perda e a busca por respostas, Stella e seus amigos se veem frente à uma maldição que atravessou séculos. Agora tent...
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Assim que tive um intervalo naquela rotina corrida de professora, me permiti distrair um pouco, indo até a cafeteria próxima da Universidade onde trabalho. Sentei-me num canto próximo à janela, onde tinha a vista movimentada, mas bonita, fiz meu pedido, e antes que imaginasse, lá estava Liv.
Chamei-a para sentar ao meu lado, conversamos inicialmente sobre algumas amenidades, até que não conseguimos nos conter e fomos direto ao assunto principal. Nossos filhos.
—Ana Lúcia, como foi a conversa que você e seu marido tiveram com William no sábado? Ele estava tão animado depois que voltou para casa.— Ela quis saber
— Meu Deus do céu. Você precisava ter visto. Ele estava tão fofo, todo vermelhinho enquanto meu marido queria saber as intenções dele com a Stella. — Não reprimi um riso discreto.— Além de serem um casalzinho tão lindo. Uma gracinha com ela.
— Concordo. Eles fazem um casalzinho lindo mesmo. Eu também não estou preocupada. A Stella é uma menina responsável e madura, tenho confiança que os dois vão saber lidar com tudo isso. —
Eu concordava com Liv, mas ao mesmo tempo, queria ajudar William e Stella com essa nova fase do relacionamento deles. Não queria invadir a privacidade dos dois, mas ao mesmo tempo, queria estar presente e disponível para eles.
— Liv, você acha que nós deveríamos fazer algo para ajudar os dois com isso? Tipo, dar algum conselho ou ajudá-los de alguma forma? — perguntei, olhando para ela.
Ela pensou por um momento antes de responder.
— Acho que devemos deixá-los decidirem como querem lidar com isso, mas ao mesmo tempo, podemos estar abertas para conversas e aconselhamentos se eles precisarem. Não queremos forçar nada, mas estar disponíveis caso precisem de nós.
Concordei com ela, aliviada por termos a mesma opinião. Era importante para nós deixarmos William e Stella decidirem como queriam lidar com o relacionamento deles, mas ao mesmo tempo, queríamos estar presentes como mães preocupadas.
— Combinado, então. Vamos deixar eles decidirem, mas estaremos aqui se precisarem da gente — afirmei, sorrindo para Liv.
Ela concordou, sorrindo de volta.
Nosso café da tarde continuou em um clima agradável, conversando sobre outros assuntos, mas com a certeza de que, como mães, estaríamos sempre presentes para nossos filhos quando precisassem de nós.
Quando cheguei em casa naquela tarde, encontrei William sentado no sofá, com uma expressão séria. Ele estava claramente pensativo e parecia estar um pouco nervoso. Ao me ver, ele se levantou e me cumprimentou.
— Mãe, preciso conversar com você sobre algo importante. — Ele parecia realmente determinado.
— Claro, filho. Estou aqui para ouvir o que você tem a dizer. — Disse eu, me sentando ao lado dele no sofá.