capitulo seis

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Mikey.
Impulso sombrio.

Observo ken-chin, no meio da guerra. Ele corre a toda velocidade em minha direção. Hoje é o meu último dia aqui em Tóquio, Kisaki havia decidido adiantar nossa viagem, de alguma forma Ken-chin descobriu e veio.

Kokonoi se move com Sanzu para perto de mim assim que ele se aproxima.

— Mikey...

— Não ouse falar ou tocar nele, Ryuguji. — Sanzu pega sua espada.

Imediatamente pulo do amontoado de carros e seguro sua mão. Ele me olha, e eu aceno. Ele abaixa a espada e eu vou para a frente de ken-chin. Kokonoi somente segue ao meu lado, calado. Vejo Inupi ao fundo, nos observando.

— Meus olhos me mostram você, mas meu coração não. Mikey porque você tá fazendo isso? — Ken-chin está com lágrimas nos olhos.

— Você não entenderia.

Take corre até mim, lágrimas em seus olhos. Olho para trás dele e observo senju e inupi virem até ele.

— Mikey-kun...

— Takemichi... Eu te avisei. — Me viro para ele, meu rosto se tornando vazio. — Você sabe...

— O que ele sabe que eu não? Porque você não permite que eu esteja ao seu lado? — Ken-chin morde o lábio, me encarando procurando por algo. — Eu confiei no nosso ideal, confiei no seu sonho e o tornei meu também. Eu disse algo? Me perdoa. Me perdoa droga! Eu só quero estar ao seu lado, como sempre.

Seus olhos estão perdendo a alegria. Seu rosto molhado pelas lágrimas. Incontrolavelmente meu corpo se move sem minha permissão, toco seu rosto. Ele me olha com surpresa, sua mão indo até a minha.

A realidade me bate como um balde de água fria, ao que vejo Kisaki e Hanma parados ao longe, nos observando.

Me afasto de ken-chin, que continua segurando minha mão. Olho para seus olhos e tudo o que eu quero é dizer a verdade. Mas eu não posso.

— Eu não posso. — Solto sua mão e me afasto, koko vindo até o meu lado.

— KOKONOI! — Inupi grita, tentando passar por Sanzu que havia guardado sua espada. — Me solta! Kokonoi!

Koko suspira ao meu lado, me dando um estalo e eu percebo o que o aflige.

— Você também? — o olho surpreso, Kokonoi era uma pessoa bastante inteligente, então sabia sobre ken-chin de alguma forma.

— Sim Boss, mas ele acha que eu ainda amo a akane. — Ele engole o choro, eu o abraço.

— Vamos embora.

— Mikey! Por favor, me perdoa... — Ken-chin avança até nós, me segurando. — Não vá! Não vá!

Aperto suas mãos em meus dedos, e então eu faço o que eu não queria.

Fechei os meus olhos para a luz, e deixei o impulso me tomar.

— Se não me soltar agora eu vou mata-lo, Draken. — sinto meu semblante mudar.

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