03 | "Mate-me se for capaz"

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O dia havia passado tão rápido para Jisung, as horas pareciam ter se esvaído sem que ele percebesse

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O dia havia passado tão rápido para Jisung, as horas pareciam ter se esvaído sem que ele percebesse. Ao acordar, sentiu a leve claridade da manhã filtrando-se pelas cortinas, aquecendo sua pele.

— Maldita cortina! — resmungou puxando o tecido com um movimento brusco. — Espera... que dia é hoje mesmo? — pegou o celular rapidamente e conferiu a data. — Que inferno, hoje é dia de tocar na Red lights... — soltou um suspiro exasperado, revirando os olhos. — Pelo menos o Seungmin está conseguindo investir bem agora. — se espreguiçou, tentando espantar a frustração. — Quem disse que vida de rico é mole...

Assim que finalizou seu alongamento, se dirigiu à cozinha. Com mãos ágeis preparou suas torradas, o som do pão estalando na torradeira quase soando como uma música para seus ouvidos. Depois de garantir que tudo estava pronto, foi ao banheiro para escovar seus dentes, um ritual matinal que sempre parecia arrastado, mas que sabia ser necessário antes de saborear qualquer coisa.

Finalmente, ao sentar-se à mesa com torradas quentes nas mãos, o aroma do pão recém-tostado fez a sua barriga roncar. No entanto, antes que pudesse dar a primeira mordida, seu celular vibrou sobre a mesa. Era uma mensagem de Seungmin, questionando se ele iria à Red Lights. Jisung hesitou por um momento, a expectativa e a dúvida misturando-se em sua mente enquanto olhava para as torradas em sua mão.

— Mas que caralho... cadê a paz que você me prometeu, meu Deus?

E, é claro, o guitarrista respondeu com um simples "sim". Havia algo dentro dele, um pressentimento de que alguma coisa estava por vir.

Após devorar suas torradas, se levantou e voltou ao quarto, onde uma variedade de roupas espalhadas pelo chão refletia sua indecisão. Ele abriu o armário e, em meio ao caos, escolheu uma combinação que parecia confortável e despojada, perfeita para um ensaio na boate.

[...]

— Fico feliz que tenha vindo, preguiçoso! — Seungmin exclamou, sorrindo ao ver Jisung entrando no local, enquanto organizava o espaço que ainda estava fechado.

— Você sabe que não vou te deixar na mão, não importa o quão chato você seja. — respondeu, subindo ao palco com um brilho nos olhos enquanto colocava a correia da guitarra sobre os ombros.

— De qualquer forma... Se não fosse por você, esse lugar teria falido há tempos. — ele sorriu.

— Para de me olhar assim! Já entendi que você tá agradecido. Agora, se continuar me encarando, vou cogitar a ideia de você está apaixonado por mim. — ele sorriu, começando a tocar alguns acordes aleatórios, a música flutuando pelo ar.

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