13 | Uma Visita

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Minho, ao sair do camarim do guitarrista, parou no meio da pista de dança, observando a movimentação à sua volta

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Minho, ao sair do camarim do guitarrista, parou no meio da pista de dança, observando a movimentação à sua volta. Ele bebeu um gole da bebida, os olhos fixos no palco, onde Jisung se preparava para se apresentar. O assassino, normalmente tão expressivo, estava agora em um silêncio inquietante. Changbin, do seu lado, lançava olhares preocupados, tentando decifrar o que passava pela mente de Minho.

Quando as luzes se acenderam, iluminando o palco como destaque, a atenção de Minho foi instantaneamente roubada. Jisung, com seu sorriso encantador como de costume, cumprimentou a plateia e colocou a correia da guitarra sobre os ombros. Assim que a música começou, ele olhava para Minho de vez em quando, como se o resto do mundo tivesse desaparecido. Changbin soltava risadas, capturado pela energia do momento, mas Minho permanecia impassível, os músculos tensos.


Então, uma figura desconhecida subiu ao palco, se juntando a Jisung na performance. A expressão de Jisung mudou, uma mistura de confusão e desconforto, enquanto a plateia explodia em aplausos, acreditando que se tratava de um convidado especial. Mas para Minho aquele momento foi um golpe certeiro. Seu coração parecia ter parado por um instante, uma onda de pânico o envolveu. Ele sentiu a pele esfriar, e sua mão, que segurava o copo, se contraiu involuntariamente, quase quebrando o vidro.

Changbin percebeu a mudança instantânea em Minho. O olhar gélido do chefe falava mais que mil palavras. Ele o olhou, como quem imaginava exatamente o motivo de Minho estar daquela maneira.

— Ei, tá tudo bem? — Changbin perguntou, estendendo a mão na direção de Minho, que se afastou com brusquidão.

Os olhos de Minho estavam cheios de raiva, uma tempestade de emoções prestes a explodir. Após um momento de silêncio, finalmente falou.

— O que aquele homem tá fazendo aqui? — murmurou, quase para si mesmo, enquanto a raiva fervia em suas veias.

No palco, Jisung tentava manter a compostura, mas seu desconforto era quase notório. A máscara do cantor parecia sufocante, uma barreira entre ele e o público.

Quando a música terminou e as luzes se apagaram, Jisung estava sozinho novamente em cima do palco, como se tudo aquilo tivesse sido apenas uma ilusão de sua cabeça.

Minho, por outro lado, incapaz de suportar aquela cena, saiu às pressas antes que a música terminasse, foi como trazer um passado quase enterrado à tona novamente. Ele precisava de ar.

Do lado de fora, tragou seu cigarro, tentando afastar os pensamentos perturbadores que insistiam em rodear sua mente. O frio da noite fazia suas mãos ficarem levemente avermelhadas, e a confusão dentro dele só aumentava. Cada segundo parecia arrastá-lo mais para um abismo de incertezas.

Era tortuoso.

Então, avistou o homem mascarado saindo do estacionamento, falando ao telefone. O coração de Minho disparou, e ele hesitou, dando um passo para trás, tentando não ser visto. Mas um impulso primal o empurrou para frente, como se todas as respostas que buscava estivessem ligadas a aquele indivíduo. A adrenalina pulsava em suas veias naquele momento, e ele sabia que precisava seguir aquele homem, mesmo que o medo o paralisasse incansavelmente.

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