40 | "O Último Lee"

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O guitarrista permanecia paralisado, seus olhos fixos no rosto do homem que era a fonte de todos os desastres que assolaram sua vida

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O guitarrista permanecia paralisado, seus olhos fixos no rosto do homem que era a fonte de todos os desastres que assolaram sua vida. As lágrimas escorriam descontroladamente pelo seu rosto, tentando conter todos os sons que ameaçavam escapar, como um rio transbordando, enquanto a angústia e a sensação de traição o consumiam por dentro. Ele nunca imaginou que a verdade pudesse ser tão dolorosa.
Seu pai, aquele que deveria ser seu protetor, era o responsável por toda a desgraça que aconteceu durante a sua vida.

— Vamos sair daqui — sussurrou, a voz tremendo levemente enquanto se virava para entrar na passagem novamente. Seus passos eram hesitantes, como se estivesse carregando um peso insuportável nos ombros.

— Eu sinto muito, Jisung. — lamentou Changbin, sua voz quase inaudível, sufocada pela dor.

Jisung sentia um nó na garganta, as palavras se formando em sua mente, mas se perdendo no ar pesado ao redor deles. As sombras da passagem pareciam engolir sua angústia, e ele queria gritar, mas nada saía.

Respirou fundo, tentando conter a tempestade de emoções que ameaçava transbordar. Ele olhou para o chão por um momento, as mãos cerradas em punhos. A determinação estava começando a tomar conta dele, como uma chama acesa em meio à escuridão.

— A vida precisa seguir. — ele disse finalmente, a voz mais firme agora. — E eu não irei poupar ninguém… nem mesmo a minha própria família. — Ao falar isso, ele entrou na passagem e a escondeu novamente com um movimento brusco da mão, como se quisesse enterrar não apenas o caminho atrás deles, mas também as lembranças que o atormentavam.

Changbin o seguiu de perto, sentindo o peso da decisão que acabara de ser tomada. O ar estava denso com promessas não cumpridas e sonhos despedaçados, mas havia uma nova determinação no olhar de Jisung que fez Changbin acreditar que ainda havia esperança. Eles precisavam enfrentar os fantasmas do passado antes de poderem seguir em frente.

[...]

— O que iremos fazer em relação aos mascarados? — Changbin perguntou, com os olhos fixos na estrada.

— Matar todos. — respondeu, com o braço apoiado na porta do carro. Ele olhava para fora, o vento bagunçando seus cabelos, mas sua mente estava longe da paisagem que passava rapidamente. — Eles disseram algo que me deixou intrigado.

— Qual parte está se referindo? — questionou, ainda concentrado na direção, mas com a atenção dividida entre o volante e a conversa.

— "Não eliminamos todos os Lee, ainda falta um." — Jisung recostou a cabeça no encosto do banco, os olhos perdidos em pensamentos profundos. A frase ecoava em sua mente como um enigma sem solução. — Então quem ainda está vivo, se o Minho era o último?

Changbin franziu a testa, refletindo sobre a informação.

— Eu também fiquei me questionando sobre isso. — suspirou, seu tom de voz revelando a preocupação que sentia.
Jisung hesitou antes de continuar.

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