24 | Boate

10.2K 1.2K 2K
                                        

— Tá dizendo que o Night Clubs é o lugar onde ele vai? — questionou Minho, a expressão grave

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

— Tá dizendo que o Night Clubs é o lugar onde ele vai? — questionou Minho, a expressão grave.

Jisung respirou fundo, sentindo a pressão da situação cada vez mais pesada. Ele endireitou os ombros e respondeu com firmeza.

— Ele costumava ir lá. Talvez fosse para estar mais próximo de mim, eu não sei.

Minho observou Jisung atentamente.

Sentando novamente, fixou o olhar nele, que permaneceu imóvel, como uma estátua diante de um destino incerto. O silêncio se estendeu entre eles, carregado de tensão e expectativa.

— Vamos até lá hoje à noite. — Minho disse quase como se estivesse declarando uma ordem. — Mas antes preciso passar na Mori para pegar uns documentos.

Jisung sentiu um calor crescer dentro dele ao ouvir aquelas palavras. Um misto de alívio e ansiedade invadia seu peito, não sabia se aquela realmente era a escolha certa naquele momento mas, de alguma forma, precisava agir se quisesse pôr um fim a essa bagunça. Ele assentiu com a cabeça, a decisão já tomando forma em sua mente.

Não havia mais espaço para hesitação.
Sem dizer mais nada, Jisung se virou e caminhou em direção à porta, deixando o assassino perdido em seus pensamentos.

Minho ficou ali por mais algumas horas, tentando processar tudo que havia escutado. Algumas coisas não faziam sentido para ele, era estranho, o rumo das informações parecia ter tomado um patamar bem alto, ou talvez, ele apenas não quisesse aceitar tudo aquilo.

A negação de que poderia não ter sido apenas uma pessoa por trás da morte de sua família o atormentava de uma forma que fazia sua cabeça latejar. De qualquer maneira, pegou seu sobretudo e logo se dirigiu à porta, agora focado em ir até a empresa.

[...]

Quando chegaram à boate, a música do interior parecia abafada. A fachada era adornada por detalhes em madeira escura, e o grande letreiro com o nome do estabelecimento era impossível não ser notado à distância. Um sorriso confiante se formou no rosto de Minho, iluminando seu olhar que agora se direcionava ao guitarrista.

— Tá pronto pra encarar seu passado, guitarrista? — ele perguntou, seus olhos fixos nos de Jisung, que pareceram hesitar por um momento.

Jisung sentiu o peso das palavras do assassino. Respirou fundo, tentando reunir vontade enquanto o observava se aproximar.

— Se você não tem coragem de entrar, eu posso ir sozinho. — provocou.

— Quem disse que eu tô com medo, porra? — respondeu por fim, revirando os olhos com desdém. Em um gesto rápido e decidido, empurrou o assassino para o lado e avançou em direção à entrada da boate.

Minho soltou uma risada sarcástica e o seguiu, admirando a determinação renovada de Jisung.

Assim que entraram, sentiram a energia do local envolvê-los. O ambiente em tons de azul escuro e branco, com grandes detalhes e decorações em madeira, fazia todos ali parecerem exalar um ar de superioridade.

MEU ALVO | m&jHistórias para pegar e não largar. Descubra agora