04 | Desavenças

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O hospital da empresa Mori estava agitado naquela noite, os enfermeiros andavam de um lado para o outro pela recepção, alguns médicos estavam se preparando para cirurgias, ou atendendo diversos funcionários

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O hospital da empresa Mori estava agitado naquela noite, os enfermeiros andavam de um lado para o outro pela recepção, alguns médicos estavam se preparando para cirurgias, ou atendendo diversos funcionários.

Changbin não conseguia parar de rir enquanto via o braço de Minho ser enfaixado por uma enfermeira. A médica Rosé se aproximou com uma prancheta em mãos, pronta para dar um diagnóstico. Era ela que sempre cuidava dos ferimentos de Minho, ele confiava muito nela.

— Por sorte, senhor, não atingiu e nem danificou nenhum vaso sanguíneo importante, ou estrutura óssea. Venha com frequência trocar o curativo, e sempre tome o remédio prescrito na hora certa.

Minho apenas balançou a cabeça em concordância, as duas se retiraram do quarto deixando-o sozinho com Changbin.

— Então você, o “assassino profissional”, não conseguiu matar um simples moleque com uma guitarra? — brincou, observando Minho ficar cada vez mais irritado. — E ele quase fez um rombo no seu braço, hein. Onde tava com a cabeça?

— Onde ela deveria estar, ao contrário dessa sua cabeça oca de merda. — disse entre dentes. — Aquele guitarrista maldito me ameaçou com uma arma sem nem saber usar, desgraçado. — riu desacreditado.

— Do que tá falando?

— Que pelo menos eu tava fazendo o trabalho ao invés de ficar de farra naquela boate.

— Eu tava só aproveitando a vida, coisa que você devia fazer também.

— Ah, seu… — acabou sem querer levantado o braço ameaçando bater em Changbin, soltando um resmungo. — Desgraçado, é outro que tá afim de me aporrinhar, né?

— Aí, vai da sua interpretação. — cruzou os braços, observando Changbin revirar os olhos.

— Agora mais do que nunca eu preciso matar esse Han… Mas… qual será o motivo do primo dele querer matá-lo? — questionou pensativo, se recostando na maca.

— Com certeza o guitarrista meteu um tiro nele também.

— Cala boca, Changbin.

— Foi mal, não consigo… — disse tentando conter o riso.

— Mas, de alguma forma, ele já sabia que eu era um assassino…

— Deve ser porque você tem cara de um.

Minho apenas se levantou e saiu do quarto, causando uma crise de risos em Changbin.

• • •

Jisung se encontrava perdido em seus pensamentos por um bom tempo, refletindo sobre o que aconteceu após o show. Não era a primeira vez que seu primo contratava alguém para matá-lo, contudo, estranhamente, dessa vez ele não sentira medo algum. Ao invés disso, ele riu, uma risada involuntária.

MEU ALVO | m&jHistórias para pegar e não largar. Descubra agora