42 | O Alvo Final

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Han Hajoon  permanecia recostado em sua cadeira de couro, um copo de whisky girando lentamente entre os dedos, enquanto observava a vasta vista da cidade pela janela

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Han Hajoon  permanecia recostado em sua cadeira de couro, um copo de whisky girando lentamente entre os dedos, enquanto observava a vasta vista da cidade pela janela. Foi quando o barulho de uma batida na porta interrompeu seus pensamentos.

— Entre. — respondeu repousando o copo sobre a mesa de madeira escura.

Um homem mascarado entrou e fechou a porta atrás de si, seus passos pesados ecoando no cômodo. Hajoon virou-se lentamente, avaliando cada movimento. O homem parou à sua frente, esperando autorização para falar.

— Número um. O que houve?

— Chefe, os erros das últimas semanas não parecem ter sido coincidência. A carga no porto, o dinheiro faltando na contagem, os produtos que nunca foram entregues… Acreditamos que tem um infiltrado aqui dentro. — colocou as mãos à frente do corpo, mostrando uma leve submissão.

Hajoon suspirou, puxando um charuto da gaveta e o acendendo, a fumaça subindo em espirais. O ódio fervia em suas veias.

— Infiltrado? — Ele quase rosnou ao pronunciar a palavra.

— Sim, senhor. — ele hesitou por um segundo. — Depois que o senhor Lee foi preso, as falhas começaram a acontecer com mais frequência. Acreditamos que possa ser alguém ligado a ele.

O chefe manteve uma expressão imóvel, avaliando cada gesto do homem à sua frente.

— Tem certeza do que tá insinuando?

O homem engoliu em  seco.

— Não estou insinuando, tô afirmando que tem alguém entregando nossos esquemas.  — respondeu vendo a fumaça se espalhar pela sala. — Tivemos muitos prejuízos nos últimos dias devido a todos esses acontecimentos.

— De fato, isso tudo me deu um grande prejuízo no cofre. — bufou. — Vamos acabar com isso agora. — murmurou entre dentes, se levantando.

O homem o observou, aguardando as ordens.

— Reúna todos no hall.

O mascarado pegou o celular e logo mandou de imediato a mensagem para a reunião.

E por fim, ambos saíram da sala e caminharam pelo corredor em silêncio.

O hall de entrada estava tomado por murmúrios quando eles desceram. Homens espalhados pelos cantos, alguns encostados nas paredes, outros armados de maneira ostensiva demais para parecer casual. Assim que Hajoon e o número 1 surgiram no topo da escada, as conversas morreram.

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