08 | O Contrato

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Jisung permaneceu encostado naquela parede por alguns minutos após a saída de Minho, tentando absorver tudo que havia acontecido

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Jisung permaneceu encostado naquela parede por alguns minutos após a saída de Minho, tentando absorver tudo que havia acontecido. Um sorriso brincou em seus lábios ao recordar da conversa que tivera com o assassino alguns minutos atrás, mas logo se recompôs, passando a mão pelo cabelo para se assegurar de que as coisas dariam certo dali em diante.

Tudo seguia conforme planejado. 

Minho estava lentamente sucumbindo aos seus feitiços, e essa ideia fazia o coração de Jisung acelerar com um pouco de excitação e confiança; finalmente as coisas pareciam correr bem.

Quando viu várias pessoas se direcionando ao estacionamento, se deu conta de que horas eram, por fim, se afastou da parede e caminhou para dentro da boate. Ali, encontrou Seungmin, sentado sozinho e absorto em sua bebida. Ele parecia perdido em pensamentos, o olhar distante.

Sem hesitar, Jisung se sentou ao lado dele, deixando escapar um leve suspiro de alívio ao se juntar à companhia familiar.

— Foi divertido com o seu amigo? — Seungmin perguntou, um sorriso debochado nos lábios. — Fiquei me perguntando o que tanto ele queria falar em particular com você.

Jisung revirou os olhos, tentando ignorar a provocação.

— E por que você tá aqui sozinho? — indagou, a preocupação transparecendo em seu tom enquanto mudava de assunto.

Seungmin não fazia ideia de que, por trás daquele sorriso, havia um segredo que talvez nunca fosse revelado. A última coisa que Jisung queria era colocar o amigo em perigo por motivos envolvendo sua família, então decidiu ocultar a verdade, para protegê-lo. Era notório que Minho estava planejando se aproveitar da conexão que Jisung tinha com Seungmin, para extrair informações e usá-las contra ele.

— Tô sozinho porque eu quero, oras. — ele respondeu, dando um gole na bebida antes de revirar os olhos novamente, como se estivesse se livrando de uma mosca irritante. — É melhor você ir, eu já vou fechar a boate.

— Não quer que eu te leve pra casa?

— Não se preocupe, ainda tenho que arrumar algumas coisas aqui, pode ir.

— Ata que eu vou te deixar aqui sozinho. — ele se levantou, um sorriso radiante surgindo. — Vem, vou te ajudar para irmos logo.

Seungmin deu uma leve risada e se levantou assentindo.

— Claro, Jisung. 

O caminho até a casa dele foi mais silencioso do que o habitual. Não desconfortável, mas cheio daquele tipo de pausa que parece ocupar espaço demais. Quando finalmente deixou Seungmin em segurança, ficou por alguns segundos parado antes de ligar a moto de novo. Só para confirmar, para ter certeza de que estava tudo bem. Depois disso, foi embora.

[...]

No dia seguinte, tudo parecia comum demais para ser verdade. Jisung estava no meio de uma manhã qualquer quando o celular vibrou no bolso. Pequeno detalhe. Simples. Mas o tipo de coisa que muda o ar de uma vez só. O nome na tela fez o estômago dele apertar antes mesmo de ler a mensagem inteira. Psicóloga.

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