16 | Promessa

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Minho estava sentado no sofá da sala enquanto revisava alguns documentos, os pés sobre a mesinha de centro, apenas o barulho de algumas gotas de chuva batendo contra a janela e ao fundo uma cafeteira fazia seu trabalho

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Minho estava sentado no sofá da sala enquanto revisava alguns documentos, os pés sobre a mesinha de centro, apenas o barulho de algumas gotas de chuva batendo contra a janela e ao fundo uma cafeteira fazia seu trabalho.

Changbin estava logo ao lado, numa poltrona, mexendo no celular, alheio ao redor.

— Faz tempo que Han Seung Woo não nos cobra... — murmurou Minho, perdido em pensamentos. — O que será que ele anda fazendo nesse período em que teve sumido?

Changbin observou o amigo refletir, vendo como a frustração estava se transformando em preocupação.

— É verdade. Ele costumava nos cobrar sempre que algo saía errado e agora parece ter desaparecido do mapa. — completou, olhando para Minho com um ar de desconfiança.

— Se perguntarmos ao Jisung se ele ainda sabe por onde anda o Seung Woo, ficaria muito na cara que estamos desconfiando do comportamento dele... — Minho comentou afundando as costas no sofá, apenas para ser interrompido pela campainha tocando. — Será que é o Seonghwa com o Felix? — perguntou, sem esconder a apreensão na voz.

— POR FAVOR, NÃO! — Changbin apoiou a cabeça sobre a poltrona. — Eles não iam vir amanhã?!

— Já fazem dois dias, idiota. Cadê o guitarrista?

Changbin se recompôs.

— Acho que foi pra Red Lights, mas já deve tá voltando.

Minho se levantou, caminhando até a porta, os passos pesados ecoando pelo pequeno espaço. Ele espiou pelas câmeras de segurança e confirmou: eram eles. Respirou fundo antes de abrir a porta, sabendo exatamente como seriam os próximos dias.

Assim que abriu a porta, forçou um sorriso que mal disfarçava sua irritação.

— Fico feliz que tenham chegado. — disse ele, embora as palavras soassem como uma mentira amarga em sua boca. — Entrem.

— Que lugar furreco. Você não mudou nada, Minho. — Felix resmungou ao entrar, seus olhos examinando cada canto da casa bagunçada.

— Senhor, com todo respeito, fique quieta. — Seonghwa interrompeu. — Fico feliz que tenha nos recebido com toda essa hospitalidade. — direcionou um sorriso para Minho.

— Cadê a hospitalidade? — ele revirou os olhos, impaciente. — Onde eu vou dormir?

"Na puta que pariu," pensou Minho várias vezes antes de responder com um tom forçado:

— Vou deixá-lo no melhor quarto da minha humilde casa. Terceira porta no segundo andar.

Ele observou Seonghwa acompanhar Felix até o quarto indicado, sentindo um misto de alívio e exaustão enquanto ouvia os passos subindo as escadas rangentes.

— Ele já subiu. — disse para Changbin, que estava escondido na cozinha, claramente intimidado pela presença do loiro, saindo de seu esconderijo relutante. — Sai logo daí! — exclamou irritado.

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