23 | Descobertas

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Horas haviam se passado e, apesar de toda a busca, nada havia sido encontrado que pudesse levar ao paradeiro do mascarado

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Horas haviam se passado e, apesar de toda a busca, nada havia sido encontrado que pudesse levar ao paradeiro do mascarado. O sol começava a se pôr, lançando uma luz dourada sobre o cenário caótico de entulhos que os cercava.

— Como vamos achar alguma coisa no meio de tanto entulho? — Changbin exclamou, jogando-se desanimado sobre uma pedra coberta de musgo. Seus ombros estavam caídos, refletindo a frustração que sentia.

— Se você se esforçar bastante, pode até encontrar uma formiga andando no meio disso aí. — respondeu Minho, sem desviar o olhar do que estava à sua frente. Ele estava concentrado na busca, os olhos atentos e a boca levemente contraída em uma expressão de determinação.

Jisung observava a cena, sentado em outra pedra próxima. Ele suspirou fundo, sentindo o peso da situação. Com um leve movimento, levantou-se e caminhou em direção ao assassino que se agachava entre os destroços.

Puxando o braço de Minho com firmeza, Jisung fez com que ele se levantasse rapidamente, um olhar impaciente cruzando seu rosto.

— O quê? — Minho perguntou.

— Acho que já chega por hoje. — respondeu, a seriedade em seu tom contrastando com a tensão do momento enquanto ainda segurava o braço de Minho.

Minho contraiu os lábios. Aproximou-se do guitarrista, que deu um passo para trás devido ao movimento repentino. No entanto, Minho não hesitou, continuou avançando até que Jisung tropeçou em um dos entulhos empilhados.

Num reflexo rápido, Minho puxou Jisung pela cintura, erguendo-o com facilidade e o trazendo para mais perto. Seus olhares se encontraram em um instante carregado de intensidade, era como se o mundo ao redor tivesse desaparecido.

— Toma cuidado por onde anda, idiota. — disse Minho com um tom suave mas firme, soltando o guitarrista lentamente. Jisung finalmente respirou fundo, percebendo que havia prendido a respiração durante todo aquele momento. — Você pode acabar se machucando desse jeito. — piscou um olho.

— Só vamos embora logo. — disse com uma leve frustração na voz, virando-se em direção ao carro. Puxou Changbin pela manga da camisa enquanto este continuava a reclamar sobre a situação.

Minho não pôde deixar de rir diante da cena e entrou no carro também, ainda divertido com a interação entre os dois. Sem dizer mais nada, Jisung permitiu-se observar a vasta paisagem enquanto o carro seguia seu caminho até a casa do assassino. A luz do crepúsculo iluminava as árvores, enquanto os pensamentos sobre o mascarado continuavam a atormentar.

[...]

Minho estava sentado em seu escritório, com os olhos fixos nas pilhas de papéis que Hyunjin havia trazido de sua viagem repentina ao Japão. O ambiente era silencioso, exceto pelo leve farfalhar das folhas e o som distante da cidade lá fora.

A concentração de Minho foi interrompida apenas pelo som da porta se abrindo abruptamente.

Jisung entrou, seu semblante tenso. Minho rapidamente colocou os papéis sobre a mesa, sua expressão mudando para uma mistura de curiosidade e preocupação.

MEU ALVO | m&jHistórias para pegar e não largar. Descubra agora