26 | A Loja

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Antes de irem embora do local, Minho fez questão de limpar todas as evidências de que eles estiveram ali

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Antes de irem embora do local, Minho fez questão de limpar todas as evidências de que eles estiveram ali.

Começou olhando ao redor para checar onde estavam as câmeras e quando avistou, mandou a localização para sua empresa, assim fazendo com que as gravações fossem apagadas daquele momento.

Após garantir que a presença deles não estaria em nenhum registro, Minho e Jisung foram embora.

A noite estava bem fria, e a névoa ofuscava um pouco a visão da cidade, e ambos andavam pela calçada de volta para casa depois de encontrarem fatos estranhos dentro daquele carro.

Era esquisita a sensação de desconforto que Jisung sentiu ao ver aquele corpo dentro do carro, ou até mesmo as fotos que tinham penduradas em algumas partes internas do automóvel.

— Eu sei que pode parecer perturbador ter visto aquilo, mas tenta ficar tranquilo. — Minho disse de repente após notar o incômodo do guitarrista. Logo, olhou para Jisung e pôs suas mãos dentro do bolso de sua calça para se aquecer do vento gelado que percorria por ali.

— Vou tentar. — disse desviando o olhar e tentando focar sua atenção inteira na rua à frente, seus pensamentos pesados como um martelo que insistia em martelar sua mente. — As vezes eu esqueço que vou acabar como aquele corpo, e não tendo uma morte natural como a maioria das pessoas. E saber que vai ser em um futuro próximo me deixa assustado. — riu nervoso colocando suas mãos no bolso da jaqueta de couro que usava naquele momento.

— A pior morte é aquela que não nos tira a vida. — sorriu.  — Esse é o meu lema. — se aproximou do guitarrista ainda andando. — Você praticamente já tá morto enquanto caminha por essa rua nessa noite vazia. Você não sente mais as mesmas emoções de antes e agora nem tudo mais é a razão da felicidade que procurava.

Jisung não falou nada, mas de alguma forma o assassino havia descrito exatamente como ele se sentia e isso fez com que a dor que habitava dentro de si se despertasse mais uma vez.

É aquela sensação de caminhar sabendo que algo vai acabar, mesmo sem saber quando ou como. Você sente no corpo antes de entender com a cabeça. Não há briga, não há explosão, só um peso silencioso de que não dá mais para segurar.

Dói porque não existe um motivo claro para apontar.

Dói porque você tentou e, ainda assim, algumas coisas simplesmente seguem até o fim, indiferentes ao esforço.

Aceitar isso não traz paz imediata, só um cansaço quieto. Mas, aos poucos, você aprende a carregar o silêncio do que terminou sem explicação e continua andando, mesmo sem respostas.

— Como você sabe como eu me sinto? — perguntou, parando de repente, procurando os olhos de Minho, que tentou mudar o assunto.

— É… — parou também. — A maioria das pessoas se sentem assim, né? Eu só deduzi. — disse voltando a caminhar ao lado do jovem que também andou novamente.

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