Capítulo IV: Preciso morar com você

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Domingo, 08:00 horas da manhã.

O céu parecia claro e radiante pela varanda do apartamento, como se o dia estivesse amigável e nada pudesse dar errado, hoje tinha acordado bem melhor e me animava ao saber que eu tinha alguém cujo o qual poderia contar e que além de contar para tudo, poderia confiar e me sentir melhor por saber que se importava com o meu bem-estar. Não sei bem dizer o porquê, mas me sentia bem ao estar do lado da Luna, era confortável e passava uma serenidade que nunca sentia com qualquer outra pessoa. Decidi sair enquanto ela ainda estava dormindo, deixei um bilhete rosa de formato de coelhinho no balcão preto da cozinha, era bem fácil de ver visto que estava bem destacado em relação à superfície.

''— Oi amiga. Bom dia! Como você está? Espero que ótima. Hoje acordei bem melhor do que ontem e decidi sair para comprar café e rosquinhas para nós, estive pensando em um expresso, mas não esqueci dos cappuccinos, só que irei preferir um expresso, mas não se preocupa que eu trago o seu cappuccino. Promessa é dívida! Até já, já. Beijos. Ass.: Ursinha de caramelo.''

Logo depois de deixar o bilhete na superfície do balcão, coloquei meus sapatos e desci as escadas me direcionando ao Franz. Era basicamente um quarteirão de distância entre a minha casa e o Franz, não era tão longe assim, por isso sempre que sentia vontade de passar um tempo a mais por lá não me preocupava muito. O dia realmente estava bonito, dessa vez reparei mais do que o normal na rua que passei, as árvores pareciam terem sido podadas recentemente devido as suas formas estarem bem alinhas e arrumadas, me senti até melhor em observar como os objetos e as ruas estavam bonitas. Sabe, eu sempre observei bastante as pessoas, mas a cidade em si nunca dei tanta atenção, mas até que era algo interessante de se fazer, eu realmente gostei de ver as pessoas, os animais que andavam por aí, as árvores bem cuidadas e as faixadas das casas bem conservadas, era uma sensação completamente diferente, nesse momento eu estava sentindo o todo ao meu redor, não só uma coisa só que ocorre ao meu redor.

Chegar no Franz não era demorado, mas tive a impressão de ter passado cerca de 20 minutos, mas isso deve-se ao fato de eu estar observando tudo ao meu redor, como uma criança que nunca foi à um parque de diversões. Embora não fosse algo mais para ser feito pela minha idade, pelo menos eu acho que não, eu me senti bem e de certa forma feliz por estar observando as coisas acontecerem como um relógio em pleno funcionamento de engrenagens, arruelas e pinos.

O café estava com o movimento pequeno, visto que acabara de abrir, mas já dava pra sentir o cheirinho do café na máquina de expresso que aromatizava todo o ambiente, como uma melodia que percorria de canto a canto do espaço. Era simples, aconchegante e adorável, novamente fui ao balcão e fiz o meu pedido, pedi 1 cappuccino, 1 expresso e 10 rosquinhas de morango. Hoje não vi muita necessidade de comer lá, ainda mais que a Luna me esperava em casa e se eu demorasse ela iria se preocupar muito comigo.

Esperei o meu pedido sair e dentro de um saco de papel com a logo do café meu pedido foi entregue com muito carinho pela moça do balcão. Quando já estava para sair do café, me deparo com a Luna bem na porta de vidro do lugar, ela me olhou com espanto e não parecia ter se arrumado muito, ela parecia com pressa.

— Meu Deus amiga, você me deu um mini ataque cardíaco sabia? — Falou ofegante, como se tivesse corrido, foi então que observei o suor no pescoço dela.

— Amiga, desculpa, mas eu deixei um aviso na bancada. — Falei envergonhada.

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