Capítulo 48

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02 de Janeiro- 02:21

Aether estava olhando o mar, o som reconfortante das ondas e o alegre bate papo que ocorria entre a tripulação, nada poderia estar mais perfeito. A cada sopro do vento que batia em seu rosto, mais ele se sentia vivo, era um sentimento que vinha faltando nos últimos meses, aquela sensação de que a qualquer momento sua vida poderia acabar era algo perturbador e um pouco novo, um novo perturbador que causa o medo e arrepios, Aether agora podia dizer que odiava coisas novas, agora era melhor apenas viver de rotina.

Rosalyne estava encostada contra uma porta, ela estava assistindo a bagunça que Beidou e sua tripulação estavam fazendo com a ajuda de Qiqi, Paimon e, inesperadamente, Kazuha. Beidou estava sentada em um banquinho e em suas mãos havia uma garrafa recém acabada, não muito ao lado, haviam outras 15 garrafas que a mesma havia bebido anteriormente. Como aquilo havia começado? Essa era a maior pergunta de Rosalyne, tudo estava calmo a uma hora.

Bem, a resposta é simples, uma aposta, Kazuha estava jantando quando Beidou surgiu com dois barris nos braços sendo seguida pela tripulação. "Você quer beber?" Beidou perguntou. Kazuha olhou por um momento e antes que pudesse responder a capitã levantou a mão e gritou: "Aposto 5 milhões de mora que eu bebo mais que todos vocês!" Isso foi suficiente para fazer Kazuha sair do canto do barco e pegar uma garrafa de vinho inteira e virar. Rosalyne não estava tão impressionada pela resposta de Kazuha, era engraçado ver ele beber, dentre todas as pessoas quietas, o garoto virava outra pessoa quando bebia (principalmente quando bebia com Beidou), era raro, mas já havia ocorrido antes.

Qiqi olhou para a mesa e, com muito esforço, tentou pegar uma das garrafas de cima da mesa.

Foram longos segundos para que a pequena Zumbi conseguisse tirar o vinho do topo e, quando a garrafa caiu em suas mãos, ela correu para perto de Rosalyne.

— Qiqi, o que está fazendo com isso? — a mulher perguntou se abaixando.

A menina olhou para o vidro e depois para ela e então estendeu os braços.

— Para você.

— Oh? — Rosalyne soltou surpresa.

— Qiqi estava vendo Rosalyne sozinha e... Qiqi queria ajudar.

Rosalyne pegou a garrafa aberta e a deixou do lado da porta, após isso, ela passou os braços ao redor do corpinho da pequena em um abraço.

— Obrigada, Qiqi. — ela diz — mas alguém precisa estar sóbrio para fazer toda essa gentalha ir dormir.

Qiqi acena, apesar de não ter realmente entendido.

— Qiqi deveria levar para Aether?

Rosalyne vira a cabeça para o garoto, ele estava naquela escuridão a bastante tempo, ela não queria intervir nos pensamentos que ele estava tendo, Aether parecia tão calmo e concentrado;

— Acho que é melhor deixar ele pensar, Qiqi. — ela diz tocando o cabelinho da pequena.

Qiqi olha para Rosalyne e acena.

02 de Janeiro- 04:00

Aether se virou e olhou para a embarcação que agora estava vazia, a gritaria havia cessado e Rosalyne havia feito os bêbados irem dormir, neste momento, ele sabia que todos os embriagados estavam todos dormindo um em cima do outro em um único quarto – o que era um pouco engraçado.

Aether saiu da borda e se equilibrou no chão.

O barco vazio era bem diferente, estava sendo legal ouvir o concurso de bebedeira do grupo, mas talvez fosse melhor que eles parassem antes que houvesse um ataque cardíaco.

Sem pensar em nada, Aether anda até o leme do navio e se senta na parede que estava contrária ao volante.

Aether se sentou ali e ficou olhando para o céu estrelado, ele sentia falta de viajar e, apesar de não querer mais, ele sentia falta de Lumine, tantos momentos bons jogados fora...

— Ei, Aether, por que está tão triste?

O loiro olhou para o lado e internamente riu, a dor não deveria fazê-lo alucinar, ele NÃO deveria estar alucinando.

Lumine virou a cabeça um pouco e se sentou ao lado dele.

— Você ainda se lembra de quando viajávamos, não é? — pergunta ela.

Aether não responde, ele não podia vê-la, ele não podia vê-la, ele não podia vê-la, ele não podia vê-la, ele não deveria vê-la.

— Eu acho que isso é um sim. Ei, lembra de quando estávamos escalando aquela montanha? Você tinha caído de cara na lama.

Sem resposta.

Nesse momento, a alucinação suspira e se levanta.

— Esse mundo não é nada, nós ainda vamos viajar muito. — ela diz vendo o mar que o navio já havia percorrido.

Lumine olha para ele e toca em seu cabelo. O corpo de Aether gela, aquele... aquele toque parecia real, mais real do que qualquer toque que ele vinha tendo nos últimos dias.

— L-Lumine! — ele grita se virando e no mesmo instante a garota se joga.

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Eu juro que algum dia eu vou postar um capítulo de 2k de palavra para vocês, só que a preguiça ta falando mais alto ;p


Traidor Aether ? - Genshin ImpactOnde histórias criam vida. Descubra agora