Capítulo Doze - Assuntos

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POV Jace


Eu estava ansioso e preocupado. Clary já tinha saído há muito tempo, claro que eu a vi rondando em volta da cabana, totalmente sem noção de por onde ir, mas depois de um tempo ela parou de aparecer. Eu não sabia o que fazer, já estava quase anoitecendo e eu sabia que logo os lobos apareceriam. Eu me preparava para ir procurá-la quando ouço as suas batidas desesperadas na porta. Quando a vi, ali bem na minha frente, senti como se dez quilos evaporassem de meu corpo e pude sentir uma onda de alivio, ela se jogou contra mim me abraçando apertado e suspirei aliviado ao sentir seu calor.

– O que aconteceu? – perguntei nos levando para dentro da cabana.

– Você não me disse que tinha lobos por aqui. – meu coração deu uma guinada, será que eles tentaram atacar ela? Não, se eles tivessem tentado ela não estaria em meus braços agora, meu coração ficou apertado com esse pensamento.

– Você não perguntou. – eu disse acalmando-a e então ela se afastou de mim.

– Eu tinha me perdido, então sentei em uma árvore para descansar e acabei dormindo, acordei e já era quase de noite e ouço uivos, eu quase morri de medo! Nunca mais vou embora daqui! – ela disse.

– Então teremos que chegar a um acordo. – eu disse tentando me mostrar calmo diante a nossa situação.

– Que acordo? – ela perguntou.

– Que tudo o que acontecer entre nós dois foi porque ambos queriam e nada de ficar tacando a culpa em mim depois. – eu disse só para ter o prazer de vê-la corar de vergonha. Aquela cor em sua pele era irresistível, me deixava louco de vontade de agarrá-la, querendo sempre mais do que eu poderia ter dela. Claro que tínhamos que chegar a esse acordo, essa era uma via de duas mãos, não mão única, ambos teríamos que estar de acordo quando acontecesse algo entre nós.

– Me desculpe. – ela disse tímida, e então ficou com uma expressão pensativa. Às vezes eu queria ter o dom de ler mentes só para ver o que se passava na mente daquela garota insana, mas eu tinha muita certeza de que se eu pudesse ler mentes, sua mente seria a única que eu não conseguiria ler, ela sempre teria o dom de me surpreender cada vez mais, ela não era previsível de forma alguma, sempre vinha com algo para me surpreender, o que era bom, pois a intensidade com que ela agia me fazia sentir-me vivo a cada dia a mais que eu passava ao lado dela.

– Você não concordou. – eu disse ao ver que ela não deu a resposta que eu queria.

– Tudo bem... Mas nada de avançar o sinal ok! – ela disse e eu fiquei confuso. Nós já não tínhamos avançados alguns sinais mais cedo? Eu pensei que ela também queria...

– Como assim? – perguntei confuso.

– Eu ainda não estou pronta para... Ah você sabe! – ela estava muito vermelha... E ao ver o modo com ela estava meio desconfortável com o assunto foi que entendi. Ela ainda era virgem!

– Eu não pretendo fazer nada que você não queira também, eu nunca te forçaria a nada. – eu disse calmo. Claro que eu nunca faria nada que ela não quisesse, mesmo que ela não fosse mais virgem. Mas a idéia de ser o único que já esteve nela era muito tentadora, tentadora demais até. Saber que eu seria o único a ter a chance de ver seu rosto transbordar de prazer... Achei melhor parar com esses pensamentos se não eu teria que descumprir a minha promessa e então eu iria atacá-la e fazê-la minha!

– Ok. Agora eu quero comer alguma coisa, tô morrendo de fome! – disse ela indo até o fogão, onde tinha uma panela cheia com sopa de legumes quentinha estava esperando por ela. – O cheiro esta ótimo. – ela disse.

A cabana - ClaceHistórias para pegar e não largar. Descubra agora