C a p í t u l o 4

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— Ele ficará bem — disse o médico, olhando para Selene — Ele é algum familiar seu, senhora?

— Não, apenas colega de trabalho — respondeu de forma seca

O médico assentiu — Ele deve ficar de repouso por três semanas, até os músculos ficarem mais melhores, que ele não faça muito esforço e não coma muita comida forte, e não beba nada forte que ataque a ferida.

Selene acenou, abrindo a porta para o médico que saiu da sala, indo em direção a saída, acompanhado pelo soldado.

A mesma olhou o céu, já tingindo da cor azul, que cor detestável - Pensou ela. Virando-se para entrar dentro do prédio.

— Ele vai ficar bem? — Soap perguntou, com uma garrafa de vinho em mãos.

Selene apenas acenou, dando de ombros.

— Alguma notícia do Price? — perguntou, encarando todos.

— Não temos nada — Simon respondeu — A bonita proibiu a gente de sair de uma hora pra outra — cruzou os braços, encarando Selene.

— Ela deve ter motivos pra ter feito isso — comentou Alejandro, dando um trago no charuto.

— Para de defender ela — reclamou Simon.

O soldado Jones entrou na sala armado, encarou Selene antes de se reverenciar, seu olhar transmitido um alerta invisível.

— Precisamos da senhora na sala das câmeras, e, o homem acordou, pediu a solicitação de Alejandro lá. — disse, se afastando enquanto sua senhora o seguia até a sala das câmeras, Simon e Soap a seguiram enquanto Alejandro ia para a sala de enfermagem.

A sala das câmeras estava totalmente escura, apenas um luz fraca no centro dava um pouco de iluminação, o que já foi a preocupação de Ghost, que colocou a mão em sua arma, se preparando pra algum ataque.

— Senhora, de madrugada apareceu uma mulher rondando nosso prédio, vimos que ela estava com algumas bombas, fizemos uma vigia por volta de todo o perímetro, e, não encontramos muitas bombas, apenas duas, uma no jardim e a outra estava no estacionamento de carros. — começou, mostrando para Selene os pontos no pequeno mapa da casa. — Além disso, ela estava com um pertence muito sugestivo.

Nesse momento, ele apontou para o pertence na mão da mulher mostrada na gravação, os olhos da mulher se estreitaram, enquanto suas mãos se fecharam em punhos sob o capuz.

Na sala de enfermagem, Alejandro encarava Rodolfo com um olhar sereno, enquanto o charuto estava em sua mão, tentando não deixar transparecer sua preocupação por um amigo.

A sala estava exalando um fedor forte, além das manchas de sangue de Rodolfo que escorreu no ferro da maca, deslizando-se no chão.

— Eles estavam esperando por nós — ele disse, a voz baixa — Muito deles — ele formou, suas respirações irregulares.

— O que aconteceu lá? Preciso de detalhes.

— Eu encontrei com Price no caminho, eu estava com Valéria, e nós três explodimos a base principal de Graves, porém, achei estranho, eles estavam com armas distintas, e uma parceria letal — se ajeitou na maca — Tinha um símbolo de caveira no caminhão, porém, pintada em vermelho com um risco branco na bochecha de ossos.

— Merda... — sussurrou Alejandro para si mesmo.

O inimigo de Selene de anos atrás havia retornado?

— Bem, Valéria entrou dentro do caminhão, e foi mantida refém, eu e Price fomos ajudar, mas ela disparou no meu ombro e no joelho de Price.

— Por quê ela fez isso? — Alejandro cruzou os braços.

Simon Riley - 𝔇𝔢𝔳𝔦𝔩'𝔰 𝔈𝔶𝔢𝔰Onde histórias criam vida. Descubra agora