C a p í t u l o 6 - Parte 1

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Alejandro se encontrava na sacada de seu quarto, pensativo sobre tudo, as garrafas de pinga vazias e outras quebradas, sinalizando sua raiva e amargura.

Por que era tão difícil para ele manter algo profisional com Selene? Certo, ele não era o pai dela, e nem deveria bancar como um, entretanto, seu coração almejava protegê-la com a própria vida, sua mente se desmoronando ao imaginar que estaria traindo a confiança de sua equipe.

Ainda mais Rodolfo, que estava com suspeita de uma possivél traição, Alejandro pensou rápidamente que sería algo relacionado a Selene, porém, ele sabia da forma da mulher e do que ela era capaz, se Rodolfo se atrevesse a machucá-la, a cabeça dele voaria pelos degraus da escada.

- Eae - Simon se aproximou de Alejandro, o analisando - Tá pensando no que?

Com um suspiro longo, Alejandro parou de analisar o colar dourado, com um pingente que guardava a foto de uma mulher.

Atiçando a curiosidade do tenente, que antes que o capitão pudesse guardar, bisbilhotou rápidamente.

- Diga logo a onde você quer chegar, não me venha com formalidades - se encostou na parede gelada, a noite estava fria, os carros passando na pista davam para serem vistos de longe.

- A mulher da foto é bonita - não conseguiu disfarçar seu interesse, seu tom de voz entregava tudo - Quem é?

- A mãe da Selene - respondeu, girando o pingente entre os dedos - Não me ache um tarado.

- Nunca - Simon cruzou as pernas - Quero entender o relacionamento de vocês dois, é difícil compreender.

- Nosso relacionamento é complexo, não a via à quase dez anos - começou, dando de ombros - De resto, é bem antigo e longo de se contar.

Simon apenas o olhou, sua expressão indecifrável.

- É estranho eu contar isso para alguém, é algo bem pessoal, não compartilho nem mesmo com os amigos mais íntimos.

- Não confio na mulher, e muito menos em você, a partir de alguns atos - ele olhou o horizonte - É difícil de imaginar você traindo sua equipe, Alejandro.

- Sei onde você quer chegar - suspirou - Quer que eu me afaste da equipe, não é?

- Queria lhe pedir isso de forma mais casual, todavia, não tenho tempo para casualidades.

- Se eu não estiver aqui, Selene perderá o controle, irá aguentar as consequências se ela acabar matando alguém? - olhou para o tenente.

- Assumo os riscos, capitão.

- Então é melhor que você saiba, para começar a compreender Selene melhor, e entender suas ações...

Simon deveria pegar um papel de mil folhas e começar a anotar, o passado de Alejandro era grande, cada ciclo algo diferente, e então, Simon deveria prestar a devida atenção.

1995 - 15 De Maio

Naquele dia, o céu estava nublado, cada canto da rua coberto de neve, nossos uniformes com flocos de neve se misturando com sangue, ao impasse que atiravamos nos inimigos a frente.

Os corpos mortos no chão nos deu uma vantagem para vasculhar cada perímetro de suas vestimentas, na época, procurávamos algum tipo de prova que pudesse incriminar um soldado militar.

O mesmo estava suspeito de ter mandado um míssil para destruir seus companheiros que sabiam demais, e ele estava sendo um sub-chefe para contrabardiar uma rede de tráfico.

Simon Riley - 𝔇𝔢𝔳𝔦𝔩'𝔰 𝔈𝔶𝔢𝔰Onde histórias criam vida. Descubra agora