ANA FLÁVIA
- Aonde estamos? - Perguntei ao ver ele estacionar seu carro em frente a um lugar abandonado - Não é perigoso aqui?
O lugar só tinha mato e uma subida enorme mais para frente.
Eu já estava achando que ele iria me matar e esquartejar meu corpo.
- Não, relaxa. - Riu - Vamos. - Trancou seu carro e o segui.
Caminhamos um pouco e eu já estava cansada, a enorme subida parecia ter chegado ao fim e quando olhei para baixo estavamos em meio que em um jardim.
Gustavo andou mais um pouco e se sentou, o acompanhei e me sentei ao seu lado. Olhei para frente e vi uma vista simplesmente maravilhosa, a praia de copacabana com o mar calmo e mais para trás vários prédios, olhei para baixo e estávamos em cima de um penhasco.
- Uou, isso daqui é...
- Lindo. - Ele completou - Eu sei.
- Eu iria falar incrível mas tudo bem. - Sorri.
- Incrível também.
- Mas por que você me trouxe aqui?
- Sei lá. - Deu de ombros - Somos amigos não é?
- Sim, somos.
- Então, amigos fazem coisas legais uns pelos outros. - Me olhou.
- Gostei! - Sorri e voltei a encarar a vista maravilhosa a minha frente - Eu amei aqui, obrigada... - Encostei minha cabeça em seu ombro, ele ficou sem reação com meu gesto mais logo relaxou seu corpo.
****
- Que bom que chegaram, sentem-se. - Apontou para o sofá e se sentou logo em seguida.
- Obrigada. - Me sentei e Gustavo se sentou ao meu lado - Cadê a Cecília?
- Foi dormir na casa de uma amiga.
- Entendi.
- Bom vamos direto ao assunto. - Tomou sua postura - Vocês vão ao hospital levar os brinquedos sexta as 13:00, os brinquedos já foram todos encomendados e chegará aqui em casa amanhã ou quarta.
- Ahm, okay. - Gustavo permanecia quieto desde que chegamos, ele só deu um boa a noite para seu pai e não falou mais nada.
-Está tudo bem para você Gustavo? - Perguntou Marcos.
- Sim.
- Bom continuando... Como todo final de ano, na empresa tem um baile de encerramento, e pretendo acrescentar no baile desse ano uma arrecadação para o hospital.
- Ótima ideia!
- Que bom que gostou. - Sorriu - No baile de primavera esse ano, arrecadamos dinheiro para um orfanato que estava em extrema necessidade aqui no Rio.
- Uma atitude e tanto. - Sorri.
-Você sabe que vai ter que ir no baile né? - Gustavo me cotucou.
- Vou?
- Sim! - Se intrometeu Marcos - Você agora é a
"Namorada", - Fez aspas com o dedo - Do meu filho.
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No mesmo quarto | Miotela
RomansaDe férias da faculdade, Ana decide passar o final do ano no apartamento do seu irmão mais velho que mora no Brasil. Ana não vê Luan a mais de cinco anos desde que ele foi para o Brasil a trabalho. Luan mora no Rio de Janeiro com três garotos e uma g...
