Onde S/n Goodjohn e Charlie Bushnell se conhecem em um restaurante e iniciam um friend to lovers
Mas ela já era apaixonada por ele desde que o viu pela primeira vez interpretando Bobby.
E ele não a esqueceu por um minuto desde que a viu no restauran...
Passaram três dias, e no decorrer desse tempo não aconteceu algo muito relevante. Fui com a minha irmã na academia às duas da tarde, pois gosto de ir quando não tem muito movimento, ontem encontramos Charlie, conversamos um pouco depois do treino e voltamos pra casa.
Hoje é domingo, o dia da festa. Vamos passar na casa de Leah, depois do para nos arrumar juntas, a festa começa às 16:30. Depois do almoço, tomamos banho e fomos até a casa da morena.
Quando chegamos lá, falamos um pouco sobre a série, fizemos um casa, beija ou mata com famosos e personagens fictícios, me surpreendi com certas respostas de Dior, e Leah também se assustou com certas respostas minhas. Graças a Deus não falaram ninguém do set.
- Como assim você prefere se casar com o Sean Anderson do que com o Peeta Mellark?? - Disse indignada.
- São feitos pelo mesmo ator! - Falou Dior se defendendo.
- Independente, Peeta é muito melhor, ELE É UM VERDADEIRO GENTLEMAN, DIOR! - Enquanto debatemos, Leah só sabia rir.
- Mas o Sean é muito atraente. - Dior disse.
- Ué, mas eles não são feitos pelo mesmo ator? - Perguntou Leah confusa.
- Sim, mas ele tem um molho diferente. - Argumentou minha irmã. O que só a fez ficar mais confusa.
Depois disso fomos nos arrumar para a festa, como eu "não" tinha um vestido, Leah me emprestou um, ele ia até um pouco acimba do joelho, era colado e preto. Minha irmã colocou um vestido não muito curto, ia até o joelho, mostrava os ombros, e tinha uma estampa florida, muito bonita por sinal, e Leah colocou um vestido curto azul escuro.
Sendo modesta, ficamos divinas com essas roupas. Depois fomos nos maquiar, cada uma se maquiou do jeito que quis, nada muito pesado. Quando terminamos Walker nos mandou o endereço, eram 16:15. Saímos de casa às 16:20, para irmos com calma, o dia estava lindo, colocamos uma playlist aleatória, e curtimos ida.
Quando chegamos Aryan e Walker estavam lá fora conversando, provavelmente nos esperando. Descemos do carro e fomos cumprimenta-los, pude perceber que o loiro ficou encantado com a beleza de Leah, e eu o entendo perfeitamente, ela estava belíssima.
Entramos na casa do Anthony, o amigo da festa, e ficamos lá dentro conversando aleatoriedades. Já se passou uma hora e quinze desde que a festa começou e Charlie não havia chegado, não que eu estivesse ansiosa para vê-lo, mas ele disse que viria e até agora nada.
Na festa estava tocando "Die for you'', do The Weekend, estava tomando um gole do meu refrigerante quando ele entrou pela porta da frente... E ele estava muito bonito, mais do que o normal. Vestia uma blusa social preta duas vezes o tamanho dele, fazendo-a ficar folgada, uma calça jeans reta preta e um air force branco, e de quebra uma corrente dourada no pescoço, ele também carregava um moletom preto consigo.
Era como se o mundo estivesse em câmera lenta quando o vi, ele estava vindo em minha direção com um sorrisinho, era como se o príncipe encantado que eu tanto esperei estivesse indo em minha direção. Até que uma garota ruiva o parou, o sorriso quase sumiu por completo, ele a cumprimentou e ela deu um beijo na bochecha dele.
Como ela ousa fazer isso? Tipo, quem ela pensa que é pra fazer isso!? Se eu pudesse eu iria até lá e o puxaria para o nosso grupo de amigos, mas... Mas não podia, até porque não temos nada (infelizmente). Desviei o olhar deles e tomei mais um gole da minha bebida. Eu não estava com ciúmes, eu só... Estava pensando que ele queria falar com a gente e a ruiva desgraçada o parou e interrompeu ele de ir até nós.
Minha bebida acabou então fui até a cozinha pegar mais, e pegar um salgado também. Nosso grupo de amigos estava no sofá, conversando, não sei se eles perceberam que Bushnell havia chegado, ou se só eu tive o desprazer de perceber.
Quando fui pegar mais um salgado pude ouvir uma voz familiar atrás de mim, era Peter, o garoto que eu tive o desprazer de ter como "primeiro amor", acredite em mim, esse garoto fez um verdadeiro inferno em minha vida, de certo achava que eu era um ioiô, me dando atenção quando lhe era conviniente.
- Opa, que bom te ver aqui, S/a, senti saudades de você, sabia? - Peter falou.
- Infelizmente não posso dizer o mesmo de você, Peter.
- Ah, qual foi? Vai me dizer que não sente falta do que tivemos?
- Falta eu tenho da época que eu não te conhecia. - Disse ríspida, esse garoto é muito cara de pau, como ele tem coragem de chegar em mim depois de tanto tempo me ignorando?
- Afiada como sempre, né, amor? E linda como sempre. - Diz me olhando de cima a baixo.
Desvio o olhar e bebo um gole de minha bebida. Até que sinto um perfume masculino conhecido. Me viro para o olhar quem era e vejo o moreno, ele não estava com a ruiva, estava sozinho.
- Ele está te incomodando, S/a? - Diz alto o suficiente para eu conseguir ouvir. Antes de conseguir responder ele sou interrompida.
- E te interessa por que, garoto? Não sabe que é falta de educação interromper a conversa dos outros? - Peter diz. Antes que pudesse responder Charlie fala.
- Não é muito difícil notar que isso não é uma conversa, já que a ela está claramente desconfortável com sua presença, e que você a olha como se fosse um pedaço de carne, parecendo um predador prestes a caçar sua presa. É melhor você sair daqui, amigão, comigo ela vai estar melhor, pode apostar.
Peter queria contestar mas Charlie lhe deu um olhar que até eu fiquei com medo e o moreno era mais alto e mais forte que Peter. Sendo assim, ele saiu, senti- me mais aliviada. Aquele garoto já me fez muito mal. Olhei para Charlie que ainda olhava o monte de cocô saindo, e segurei sua mão, o mesmo se assustou mas logo relaxou. Ele se posicionou ao meu lado, o agradeci, e lhe expliquei quem era, pude ver que o mais velho parecia mais irritado a cada vez que eu contava a nossa trágica história.
- Você... quer um refri? - Perguntei ao moreno, que assentiu. Fui pegar o refri que sempre o via tomando.
- Valeu, empreguete. - Falou com um tom irônico, e eu o olhei com desdém. - É o meu preferido.
- É, eu sei... Q-Quer dizer, é o meu favorito também... - Disse logo tomando um gole do refri, o qual eu nem gosto tanto assim, mas porque eu fui falar que sei, que vontade de me enfiar num buraco e nunca mais sair, pelo menos pude ver um quase sorriso dele...
Fomos interrompidos por um dos nossos amigos chamando a gente, avisando que iria ter um jogo da garrafa, o típico jogo dos sete minutos no paraíso, que quase sempre é inferno. A gente foi depois dele insistir por alguns minutos, falando que todos iriam participar e que iria ser legal.
Não tenho muita sorte nesses jogos, confesso.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.