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Draco's POV

Após um ano e seis meses depois daquela noite tenebrosa, eu já deveria ter encontrado alguma coisa que me fizesse querer viver, mas não havia absolutamente nada, eu não consiguia lidar com o fato de que não teria mais talia Lawey para irritar, me dar sermões, para me amar, eu sei que minha talia ficaria com raiva de mim por me culpar por algo que não foi minha culpa, mas eu sabia também que se eu não fosse o maldito babaca que se aproximou dela, sabendo que tinha uma maluca que faria de tudo pra eu não ficar com ninguém além dela, Thalia estaria aqui, longe de mim, me odiando, mas viva, sei que Thalia deve estar com raiva por eu não estar seguindo em frente com minha vida, mas eu simplesmente não posso, seguir em frente seria como esquecer Talia fawley, esquecer a bruxa mais maluca, inteligente, bela, que já pisou em Hogwarts, seria como deixar uma parte minha para trás

Naquela noite laum feitiço de preservação no corpo de Lia para que ela ficasse do mesmo jeito enquanto eu procurava uma solução. Agora, ela estava escondida sob um lençol no porão da Mansão Malfoy. Eu procurava não visitá-la, pois isso só me deixaria pior do que já estava e chamaria atenção para meus pais revistarem o local. Incontáveis noites se passaram em que eu sonhava com ela. Às vezes ela viva e às vezes morta. E muitas das vezes eu acordava gritando e/ou chorando. Às vezes eu olhava para ela e parecia que ela estava apenas dormindo, mas não estava. Eu não consigo descrever ao certo como passei após sua morte. Na maioria das vezes ficava trancado no quarto, algumas vezes uma crise de choro, tristeza e saudade me atingia e depois da quarta noite seguida da crise minha mãe já não me incomodava com meus gritos histéricos de choro e pesadelos. Quando fazia alguma coisa estúpida conseguia ouvir a voz dela me censurando: "Que coisa mais aperreante, e você ainda se diz um Malfoy?" ou "Onde está o papai Malfoy, hein?!" e a risada ecoava em meus ouvidos.

No dia em que Lia morreu, eu a deixei na cabana até a guerra terminar. Voltei para o castelo, lutei, fiquei ao lado de Voldemort, embora meus pensamentos estivessem em outro lugar.
Quando a batalha finalmente acabou, eu já estava longe com meus pais. Lúcio tinha se acovardado no meio do caminho e fugiu nos últimos minutos, levando-me junto. Mas eu voltei. Não havia nenhum feitiço que pudesse desfazer o Avada Kedavra nem nenhum de proteção contra ele. Todo bruxo sabia disso, ou pelo menos ouvia isso. Eu me recusava a acreditar. Se a Pedra da Ressurreição podia existir, era nisso em que eu me agarraria.
Falando na pedra, sim, eu sabia que ela era real. Minha mãe sempre lia Os Contos de Beedle, O Bardo quando eu era criança, e o Conto dos Três Irmãos sempre me fascinara.
Naquele dia, eu fui atrás da última pessoa com quem eu falaria na minha vida, ainda mais para pedir um favor. Mas eu estava mais desesperado do que qualquer um. Hermione Granger estava sentada no Salão Principal destruído de Hogwarts ao lado de Rony Weasley, como se fossem namorados. Engoli o rancor que tinha dela e me aproximei.

- Granger - falei. Ela me olhou, suspeita. - Será que posso falar com você por um segundo?

Hermione se levantou depois de trocar um olhar com Rony, e eu recuei alguns passos para ele não ouvir.

- O que quer falar? - Hermione perguntou.

- Eu preciso de uma ajuda sua - desembuchei.

- Minha? O que Draco Malfoy pode querer de mim?

Olhei ao redor e baixei a voz.

- Você... você conhecia Thalia, da Corvinal, mesmo ano que nós?

- Lawey ? Sim - disse Hermione. - Por quê?

- Ela... ela... - respirei fundo. - Ela foi... - tive dificuldade em falar a palavra - morta. - engoli em seco. - E eu preciso saber se tem alguma coisa que pode ressuscitá-la, trazê-la de volta. Qualquer coisa, um feitiço, uma poção, um objeto...

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⏰ Última atualização: Mar 22, 2025 ⏰

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