Capitulo 15 - "Mãe"

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                                                                                  Flynn se curvou baixando para para ver Sharon, ele tocou o ombro dela que estava sangrando e ela ofegou se virando no chão em choque enquanto levava a mão em cima de seu braço. Os olhos de  Sharon se abriram, seu peito arfando enquanto ela tentava recuperar o fôlego tirando a mão e olhando o sangue em suas mãos trêmulas.

— Sharon, Sharon fique acordada. Eu estou aqui.

— Flynn...  — Sussurrou.

— Eu vou olhar, só tente não entrar em pânico. — Disse a ela —  Preciso de uma ambulância, oficial ferida! — Flynn gritou sem tirar os olhos dos dela.

Ele tocou o ombro dela pressionando enquanto Sharon gemia de dor, Flynn abriu o blazer para o tirar e puxou a blusa dela rasgando. Sharon fechou os olhos sentindo dor e ele jogou o pano no ombro esquerdo dela para diminuir o sangramento.

— A bala entrou e saiu, você ficará bem Sharon. — Suspirou pressionando o braço dela.

Flynn se sentou no chão, puxando a esposa para os seus braços para acalma-lá, Sharon descansou a cabeça no peito dele ainda abalada ouvindo o barulho das sirenes.

...

Brenda pegou sua arma de dentro do porta luvas e colocou em sua bolsa depois de carregá-la, Chad estacionou o carro respirando fundo enquanto olhava em volta, ele saiu e deu meia volta abrindo a porta do passageiro. Ela saiu e ajeitou a bolsa embaixo do braço o olhando e voltou a sua atenção a casa.

— Vou entrar sozinha, você me espera aqui. — Brenda o olhou e saiu na frente.

— Chefe eu não posso deixar que fique muito tempo sozinha. — Chad caminhou atrás dela.

Brenda acenou com a cabeça parando em frente a ele.

— Escute, preciso de dez minutos no minimo, você ficará aqui fora me esperando até segunda ordem — Brenda o encarou — Estamos entendidos?

— Sim senhora. — Chad respirou fundo — Se precisar de mim, estarei por perto.

Brenda acenou com a cabeça e saiu em direção a casa, ela ajeitou o sobretudo dourado que vestia por cima da sua calça preta de pano e sua blusa azul o amarando na cintura. Ela ajeitou os cabelos e foi até a campainha da sala a tocando.

Hunt Sanford abriu a porta e parou analisando a mulher loira em sua frente de cima a baixo, o que deixou Brenda um pouco constrangida, ela ajeitou os ombros e sorriu simpatica ajeitando a bolsa em seu braços.

— Senhor Sanford? Brenda leigh Johnson. — Olhou ele com atenção e estendeu a mão para o comprimentar — Sou uma das promotoras do caso de Phillip Stroh, podemos falar um minuto?

Hunt olhou a mão dela e voltou seu olhar a mulher em sua frente que baixou a mão.

— O que quer aqui? — Perguntou a olhando.

— Procuro por Gwendolyn Stroh. — Brenda respondeu de imediato.

— Minha mãe não está em condição de falar com ninguém agora. — A encarou e pegou na marçaneta da porta.

— Mas o senhor está — Brenda estendeu a mão segurando a porta — Eu sei que é tarde, mas eu preciso que me ajude. — Suspirou com os olhos cheios de lágrimas.

Hunt tirou a mão da marçaneta e deu espaço para ela entrar. Brenda entrou na casa olhando todo o ambiente da sala, parou em frente a mesa de centro e apertou mais a bolsa em seu braço voltando a olhar Hunt.

— Precisa de ajuda com o que? — Suspirou indo em direção ao sofá.

Ele fez menção para ela se sentar. Mas Brenda sacudiu a cabeça negando.

Em outra vida, talvez?Onde histórias criam vida. Descubra agora