Chapter 2 - The new school

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Cassie Myller

Acordei antes do meu irmão e levantei me sem fazer barulho para ir para o meu quarto, peguei numa t-shirt e umas calças pretas e fui tomar banho.

Tava a terminar de arranjar o cabelo quando alguém bateu na porta do meu quarto.

- Entra. - Disse simplesmente.

- Bom dia maninha!

- Estás animada para o teu primeiro dia de aulas? - Questionou animado.

- Já estive mais.. quando estava no primeiro ano. - disse a rir-me.

Terminei de me arranjar e desci até á cozinha onde o meu irmão preparava o nosso pequeno almoço.

- Cheira bem, o que estás a fazer?

- O de custume, ovos mexidos Cass. - Disse enquanto terminava de prepara-los.

Algum tempo depois já tinha terminado de tomar o pequeno-almoço e fui até ao meu quarto para pegar na minha mochila.

- Queres boleia até à escola Cassie? - perguntou o meu irmão.

Ele era sortudo, já tinha os famosos dezoito anos e gabava-se por ter um carro, era um Audi vermelho que os nossos pais lhe tinham dado quando terminou o secundário, e simplesmente amava aquele carro, cuida mais daquele carro do que dele próprio.

- Posso conduzir? - Pedia-lhe sempre mas quase nunca me deixava, eu ainda tinha dezasseis anos mas já conduzia melhor do que muitos que já tiraram a carta.

- Não. - Negou.

- Porfavor! É o meu primeiro dia de aulas e não estou nem um bocado animada para aquela merda.

- Só hoje. - Acabou por aceitar.

- És o melhor irmão do mundo, adoro te! - Disse entusiasmada a ir abraça-lo.

Saímos de carro e estava mais feliz que nunca, mas o James não tirava a mão do travão de mão, não sei se é porque ama o carro ou porque tem medo de morrer comigo ao volante.

Chegamos á escola, saí do carro e agradeci-lhe por ter me deixado conduzir, logo depois só vi o carro dele a desaparecer entre os outros.

Era o primeiro dia de aulas tinha que estar animada, não podia aparecer com uma cara desanimada logo na primeira aula. Mal entrei na aula já me apetecia sair daquela merda, tinha um grupo de miúdas que não paravam de julgar os outros com o olhar e não fui a única a aperceber-me disso, uma rapariga morena de cabelo crespo também se apercebeu e fitou-as com má cara.

O professora começou a chamada, e eu odiava isso, tínhamos que nos apresentar à turma, pensava que só se fazia isso na primária mas pelos vistos na escola de riquinhos também se faz isso.

- Cassie Myller! - Chamou-me o professor de História.

- Olá, já sabem que sou a Cassie Myller. - Disse simplesmente.

- Não tem nada que goste de fazer menina Myller?

- Gosto de ler.

- És nova aqui não és? - Perguntou a rapariga morena de cabelo crespo, que acho que se chamava Jenna.

- Sou.

Não me apetecia falar muito, odiava apresentações, tal como despedidas.

Faltavam dez minutos para a aula terminar quando um rapaz alto de olhos azuis entrou na sala.

- Quem é a Cassie Myller? O irmão dela pediu para a vir buscar, e é urgente. - Disse com um tom de desagrado na voz.

- Nicholas? - perguntou a Jenna.

- Sou eu. - Disse a olhar para ele.

- Depois falamos Jenna, vem comigo Cassie. - Disse a vir até mim, e a pegar nas minhas coisas - Vamos.

Fui com ele, o professor pareceu não querer saber da minha saída para nada, como se fosse algo indiferente.

Estavamos no carro dele, era um Ferrari preto e o silêncio era angustiante.

- Aconteceu alguma coisa ao James? - perguntei preocupada.

- Não sei. - Disse simplesmente.

Este não parecia aquele Nicholas que o meu irmão levava para casa que se estava sempre a rir, estava estranho, não passo muito tempo com ele mas entendi que algo se passava e ele não me queria dizer. Ele tinha uns olhos tão bonitos quanto os do meu irmão, eram azuis e os do meu irmão eram verdes, aquele ar sério deixava-me mais preocupada. Nem se tinha dado ao trabalho de ligar o rádio para não ficarmos neste silêncio infinito.

Chegamos até onde o meu irmão tinha marcado com ele, saí do carro e fui até ao James.

- O que raio se passa James?

- Cassie é a mãe.. - Disse a olhar para mim com tristeza nos olhos.

- O que é que tem a mãe James? - questionei-o, estava a ficar louca, não me respondia, ficava calado a olhar para mim.
Até que ouvi aquilo que não queria ter ouvido, preferia que ele estivesse calado como estava à segundos antes.

O PesadeloHistórias para pegar e não largar. Descubra agora