mãe?

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Hoje o Pedrinho faz 6 meses. A Taís como essas mães babonas resolveu fazer uma festinha para comemorar. Fico pensando se um dia eu vou fazer isso para os meus filhos. Já tem 3 semanas que diz a implantação dos óvulos e até agora nada, nenhum sintoma, acho que não vai rolar mesmo essa gravidez, terei que me conformar em não ter meus filhos.
Natalia todo dia me pergunta quando vamos saber o resultados, se temos que esperar mais. A médica pediu pra retornar nela só na próxima semana, falou que mesmo sem sintomas ela queria me ver lá de novo.
Tenho que me arrumar para festinha, todas as meninas vão estar lá, ainda tenho que buscar a Natalia na Ligia para irmos pra festa. Lookinho de sempre, minha boa calça preta, minha blusa azul e minha pequena grande bolsa.
Cheguei na Ligia e a Natalia tava lá, cheia de papinho pra fulana. Odeio quando a Natalia finge que não entende a aproximação dessa mulher com ela.

N: Oi vida, como foi o dia ?
Ela vai fechando a porta do carro devagar e vindo para um selinho.

C: Normal, adiantei algumas coisas da aula que vou dar, arrumei algumas do projeto. Zero enjoo, zero fome e zero sono
Devolvi o selinho e liguei o carro

N: Calma. Esquece um pouco isso, deixa rolar e vamos ver no que vai dar.
Ela passou a mão pelo meu cabelo e fez um carinho na minha bochecha.

Eu fui da Ligia até a casa do Pedro em completo silêncio, me sentindo triste, incapaz de gerar meu filho. Eu não entendo o porque isso está acontecendo comigo.
As meninas já estavam lá. Todas bebendo, rindo, comemorando. Eu não tenho o que comemorar. Eu sei que a vida do Pedrinho é algo para se comemorar, mas você entende que eu não estava nos meus melhores dias. Meu humor estava oscilando demais, não sabia se eu ria, se eu chorava, se eu matava a Natalia por não cortar a aproximação da Ligia.

C: Oi meninas. Vocês viram a Taís com o Pedrinho ?

H: ela tava no quarto trocando a fralda, já deve está saindo.

L: como esta a cabeça para o casamento?

N: estamos ansiosas demais. Mudando o lugar do casamento, agora vai ser lá na nossa casa.

Acho lindo quando a Natalia coloca as coisas no plural, nossa casa, nossa vida, nosso casamento. Eu sou completamente apaixonada por essa mulher.
O Pedrinho tá a coisa mais gostosa desse mundo, eu sou apaixonada nesse meu sobrinho e não posso negar que ele também é apaixonado por mim.
Natalia quase não ficou comigo na festa, tinha uma parte da família dela que não se via tinha muito tempo. Dei espaço para matar a saudade e para contar sobre a gente.

H: Ana Carolina, toma sua taça de champanhe e vem brindar com a gente.

C: Ohh amiga, não quero não, não estou me sentindo muito bem, estou meio enjoada. Não sei se é o perfume que eu usei ou algo que eu comi.

H: Se você quiser eu tenho um remédio na bolsa. Mas é muito estranho esse teu enjoo do nada.

Depois que a Helena saiu de perto eu comecei a achar estranho eu estar enjoada. Eu não sou de enjoar, será que vai da certo ?
Não queria criar expectativas, talvez esse enjoo seja só porque eu não comi direito o dia todo ou por causa dessa loucura de casamento. Não vou criar expectativas.

N: Amor, tá tido bem ? Você tá meio pálida

C: to bem sim vida. Acho que é só o calor mesmo.
Dei um selinho nela e fui sentar com as meninas.

Passamos horas e horas conversando, comendo, bebendo, elas, não eu. Já bem pra noitinha só sobrou a gente, as meninas ainda tinham espaço para mais comida, elas pediram um japonês, todos sabem que é o meu ponto fraco. A Natalia estava no quarto com o Pedro tentando fazer o Pedrinho dormir. A Lara foi buscar o japonês enquanto eu e a Helena arrumamos a mesa.

Fica Comigo ?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora