Depois de muita conversa, muita terapia, Carol, as meninas, o Pedro e o Marcos, eu realmente já estava prestes a aceitar o pedido da Carol para termos um bebê. Mas a minha insegurança ainda era maior do que qualquer outra coisa. Cuidar do Pedrinho era tranquilo, tinha sempre alguém junto, a Taís sempre falando o que ele queria, o que ele gostava. O filho dos outros é sempre mais fácil. Não sei se eu saberia lidar com essas coisas de bebê. São várias fases, várias coisas que têm que ser aprendidas, às vezes eu penso que a Carol seria mais feliz com alguém que realmente pudesse realizar esse sonho que ela tem. Não acredito que meu medo e minha insegurança não me deixam ter um filho.
Um dia desses, o Pedro, Marcos, tais e Pedrinho vieram jantar aqui em casa, a Carol estava na faculdade ainda e eu estava preparando a comida. Estava fazendo logicamente o prato preferido da minha mulher após sushi, risoto. Ela chegou bem na hora que comecei a fazer.
C: Oi meu amor
Ela se aproximou e me deu um selinho
N: Oi, estou fazendo risoto para a gente. Mas já fiz um arroz com legumes e uma carninha para o Pedrinho.
C: hmmm até o Pedrinho tem prato especial.
N: Sim, meu sobrinho merece.
C: entendi. Vou tomar um banho e já venho te ajudar.
N: tá bom.
Larguei o que eu estava fazendo assim que ela saiu da cozinha e fui atrás dela, puxei pelo braço e grudei ela a mim.
C: eita
N: só queria dizer que eu te amo mais do que qualquer coisa nesse mundo.
Ela colocou os braços por cima do meu ombro e me beijo. Ficamos ali por um bom tempo. Encostei ela no sofá e continuei beijando, quando as coisas iam ficando mais quente comecei a sentir um cheiro de queimado vindo da cozinha.
C: Amor, a janta tá queimando.
Sai correndo para a cozinha e ela saiu rindo para o banheiro. Eu fiquei ali tentando salvar a comida. Eles chegaram. Já estava tudo pronto, Carol foi abrir a porta para eles.
C: entra gente, fiquem a vontade.
T: Oi amiga, quanto tempo não vejo vocês.
P e M: boa noite.
Pedrinho já viu a Carol e se jogou sorrindo para o colo dela, eu sou competente apaixonada neles juntos, fico imaginando quando for os nossos filhos. Naquela hora que imaginei a Carol com os nossos filhos, eu comecei a entender o quanto seria realmente bom ter um bebê.
M: Oi tia, tudo bem?
N: Oi Marcos, tudo bem e você? Olha a câmera já está separada na mesa do meu quarto, pode pegar.
M: obrigada tia. Assim vou ser obrigado a parar de te chamar de tia e começar a te chamar de mãe.
Ele riu, saiu andando e eu acompanhei com os olhos. Nisso, Carol olhou para mim e sorriu. Eu sabia que ela tinha ouvido o que ele falou. Conheço o jeito que Carol me olha, sabia que aquele olhar era de "eu te falei que você seria uma boa mãe". Terminei a comida e servi na mesa. Entre muitas conversas, eu brincava com Pedrinho enquanto ele estava no colo de Carol.
N: Pedrinho, eu tô na luta de fazer você falar, então acho justo você falar titia. Vai, fala, titia
C: Meu amor, tem que ensinar a falar mamãe primeiro.
N: com o meu filho eu ensino a falar mamãe. Com o dos outros eu prefiro o Titia. Vai Pedrinho, fala titia
Carol arregalou os olhos quando me ouviu falar, meu filho, eu percebi, só não quis chamar atenção para isso e continuei na saga de fazer o Pedrinho falar, titia. Entre tantas tentativas frustradas, eu levantei para pegar a sobremesa na geladeira e pude ouvir não muito bem a Carol falando com a Taís sobre o que falei.
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Fica Comigo ?
FanfictionO começo da história de amor de fotógrafa e da fisioterapeuta ❤️
