Contos da Mente

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Havia um lugar em mim,Nos princípios da juventude,Atraente como um belo jardim,Onde semeava as sementes da virtude

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Havia um lugar em mim,
Nos princípios da juventude,
Atraente como um belo jardim,
Onde semeava as sementes da virtude.

Em cada canto, um sonho brotava,
Saindo das raízes, floresciam,
Sob as trevas, a sua luz brilhava,
Em solo fértil, amor e alegria cresciam.

Nesse santuário da mente e coração,
Cultivava a paz e compaixão,
Sorrisos e boas memórias eu colhia,
Nesse jardim, a vida era poesia.

Um jardim tão bonito!
Não o partilhar seria egoísmo.

Deixei uma beldade entrar,
Tão bela como o jardim,
Alguém para eu amar,
Que apreciava o cheiro de jasmim.

Então deixou a sua semente,
Saiu, fiquei só novamente,
Uma árvore negra ergue-se no centro,
Cinzas de amor voam com o vento.

Não bastava a árvore da solidão,
A sombra eterna, fria estagnação,
Formou-se uma nuvem densa,
Caiu a noite infinita e intensa.

Chuvas alimentaram as raízes,
Que encheram os espaços do coração,
Formaram rachadelas, as cicatrizes,
Marcas da dor e desilusão.

Jardim que um dia foi refúgio e vida,
Agora em silêncio, abandonado à sorte,
Cada pétala caída contém uma história,
De um amor que viveu, antes de encontrar a morte.

~Henrique Oliveira

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