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Pela fresta do tempo maldito,
Uma voz chama, um riso bendito.
Doce veneno, perfume de espinho,
Ouço passos de bruma no meu caminho.
O ar curva-se num sussurro frio,
Tece promessas em tom de arrepio.
Mãos invisíveis que controlam o vento,
Sopram desejos e dobram o tempo.
Há brilho em olhos que não posso ver,
no escuro, faíscas a querer nascer.
O verbo é ouro, o toque é nada,
mas queima a pele como brasa calada.
A um fio da queda, a um fio do sim,
Ele estende a mão, chama por mim.
Mas aquele que o reconhece e resiste,
É quem ele mais tenta e não desiste.
-Henrique Oliveira
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Desabafos Poéticos
Poetry(Livro de Poesia) Este livro apenas irá conter pequenos desabafos em forma de poema. Espero que gostem. - 2° Lugar na terceira edição do "Concurso Golden" -2° Lugar na segunda edição do "Concurso Literário Oportunidades"
