Cidade

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A cidade respira um fôlego apressado,Por caminhos de asfalto e concreto,Passos cruzam-se, em tempo marcado,O horizonte perde-se num céu inquieto

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A cidade respira um fôlego apressado,
Por caminhos de asfalto e concreto,
Passos cruzam-se, em tempo marcado,
O horizonte perde-se num céu inquieto.

Ao anoitecer, luzes e sombras dançam,
Em cada canto, uma alegria escassa,
Histórias felizes ou que assombram,
Guardadas no peito de quem passa!
Corações vibram, outros tombam,
Na eterna promessa que o dia abraça.

Gritos dos prédios ecoam ao longe,
Sirenes e risos, um coro frenético,
Por entre o fumo, a lua se esconde,
Com um brilho tímido, quase poético.

Na pressa do tempo, a vida perece,
Nervos que esticam, peito que desaba,
A cidade agita e nunca adormece,
Presa na ânsia que nunca acaba.

~Henrique Oliveira

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