Infância

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Tardes douradas de sol gentil,Correr descalço, sentir o vento,A vida: um campo vasto e sutil,Um mar de risos, puro encantamento

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Tardes douradas de sol gentil,
Correr descalço, sentir o vento,
A vida: um campo vasto e sutil,
Um mar de risos, puro encantamento.

Brincar até tarde, sem medo do tempo,
Criar mundos com a imaginação,
Risos finos durante vastos momentos,
Gravados em folhas de recordação.

Primeira música viciante,
Ecoava na cabeça, cantava sem fim,
Ainda vive, pulsante e errante,
Dançará eternamente em mim.

Primeiro amor, ingénuo e breve,
Olhares sorridentes, toques sem jeito,
Arrepio doce que a alma agradece,
E que deixa a sua marca no peito.

Primeira partida, lágrima discreta,
Um adeus sussurrado no fim,
Coração que aprende e se inquieta,
Deixando uma cicatriz em mim.

Como as coisas se repetem,
Voltas que o tempo decide traçar,
Momentos que vêm, outros se perdem,
Mas nunca deixam de nos marcar.

Agora, no peito, a saudade mora,
Da inocência, do mundo de outrora,
E apesar daquilo que o tempo devora,
A criança em mim nunca irá embora.

~Henrique Oliveira

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