Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Quando a cidade dorme, a noite escuta,
Escrevo o que o dia sufoca,
Palavras que ecoam na rua deserta,
Onde apenas a lua me nota.
A melancolia desliza nas sombras,
nos postes acesos, em janelas fechadas,
mas há o sossego que abraça e acalma,
um tempo suspenso entre madrugadas.
Os passos são leves, os ecos longos,
vento rodopia à minha volta, a dançar.
A noite ouve-me, paciente e discreta,
sem pressa, sem medo, sem me julgar.
Noite, minha confidente,
sussurras o que o dia esqueceu,
trazes no vento versos perdidos,
inspiração que a mim renasceu.
Nas tuas horas o mundo é só meu,
sem vozes, sem pressa, sem multidão.
E as ideias, como estrelas dispersas,
acendem as suas luzes na escuridão.
Permanece, noite, um pouco mais,
dá-me de escrever o que ainda não sei,
pois quando o Sol nascer no horizonte,
apenas restará aquilo que não terei.
~Henrique Oliveira
VOCÊ ESTÁ LENDO
Desabafos Poéticos
Puisi(Livro de Poesia) Este livro apenas irá conter pequenos desabafos em forma de poema. Espero que gostem. - 2° Lugar na terceira edição do "Concurso Golden" -2° Lugar na segunda edição do "Concurso Literário Oportunidades"
